Fracionamento de doses = Falta de planejamento.
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O Estado de S. Paulo |
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17/JANEIRO/08 |
Distribuição de anti-retroviral está fracionada em SP
Simone Iwasso e Clarissa Thomé
Pacientes HIV positivo que tomam o anti-retroviral DDI (didanosina) de 15, 100 e 250 mg estão recebendo as doses fracionadas para evitar desabastecimento em São Paulo, de acordo com o programa municipal de DST/AIDS. Os motivos da falta, no entanto, caem num empurra-empurra entre os programas municipal, estadual e nacional, sem esclarecer onde houve a falha.
Segundo nota divulgada ontem pela Secretaria Municipal de Saúde, a previsão é de que até o fim da semana a distribuição se normalize com a chegada de uma nova compra que seria repassada pelo programa estadual. O programa estadual de DST/AIDS informou que o problema tem ocorrido porque o Ministério da Saúde, por meio do programa nacional, não enviou os medicamentos em outubro e novembro. Já o programa nacional afirma que a distribuição está sendo feita de forma constante.
Até o fim do ano, o Brasil vai começar a produzir o DDI. O Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz) e o laboratório paulista Banvler Química requereram, na Espanha, a patente do remédio. Hoje, o Ministério da Saúde gasta US$ 10 milhões por ano com esses comprimidos. O diretor de Farmanguinhos, Eduardo Costa, calcula que a produção sairá pela metade do custo atual, de US$ 1,4 a unidade.
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