Frade acusado de ato obsceno
Publicado em 19 de junho de 2009 (há 17 anos, 3 meses e 28 dias)Atualizado em 31 de julho de 2026 (há 2 meses e 16 dias) DOCUMENTO HISTÓRICO E ACERVO Nosso acervo conta com mais de 5.000 publicações....
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Correio Braziliense | Editoria: | Pág. | Dia / Mês/Ano: |
Cidades |
| 26/NOVEMBRO/07 |
Frei Ramon Arroyave teve de se explicar na delegacia por supostamente haver mostrado os órgãos genitais a três meninas. Religioso já teve problemas com a polícia quando dirigia centro de reabilitação de menores
Maria Vitória
Da equipe do Correio
Três meninas, com idades entre 9 e 11 anos, acusam o frei colombiano Ramon Nonato Arroyave Giraldo, 36 anos, de ato obsceno. Em depoimento na 30ª DP (São Sebastião), o pai de uma das meninas relatou o caso. Ele disse que sua filha voltou correndo da praça onde ela e as amigas brincavam, tirando fotos para o Orkut, depois que Ramon apareceu, baixou a bermuda azul que vestia e balançou o o órgão genital na frente delas. Uma delas ainda olhou para trás e viu que o frade estava de costas, também balançando as nádegas.
O pai, com os outros responsáveis pelas meninas, prestou queixa na delegacia. Elas relataram a mesma história.
Segundo o delegado de plantão, Flávio Veloso Marcondes, frei Ramon, que se descreveu no boletim de ocorrência apenas como terapeuta, alegou em seu depoimento que no momento do ocorrido estaria em casa, assistindo à televisão e negou a acusação das meninas.
Um dos pais disse que, depois do relato da filha, foi até a casa de Ramon cobrar satisfações. “Antes de bater à porta, respirei fundo umas três vezes. Ele me atendeu de bermuda azul e vestindo uma camisa branca e negou o que elas disseram.” A praça onde ocorreu o fato fica em frente à casa de Ramon.
Ramon diz que não sabe de onde as meninas tiraram a história, mas que em nenhum momento mostrou seus órgãos sexuais. Ele admite que, como estava muito calor, dentro de casa tirou a bermuda e ficou apenas de cueca (preta de lista laranja). Porém, acha difícil que da rua, alguém enxergasse dentro da residência, pois uma grade com plantas separa a rua da porta.
“Não mostrei nada a ninguém. Apenas estava em casa de cuecas por causa do calor”, disse o frade. Ele acrescenta que o PM que o levou para a delegacia é pai de uma das meninas e estava em serviço.
O frade foi liberado às 17h, depois do prestar depoimento, mas esperou primeiro que os pais de duas das meninas deixassem a delegacia, o que só ocorreu às 18h30, e depois a saída da imprensa, para deixar o local.
O comportamento, com base no depoimento das meninas, é considerado crime de menor potencial ofensivo. Um ato obsceno, segundo o artigo 23 do Código Penal, o que prevê detenção de três meses a um ano.
Não é a primeira vez que o frei Ramon Arroyave tem problemas com a polícia. No dia 6 de setembro, Ramon, então diretor do Centro de Internação Granja das Oliveiras (Ciago), no Recanto das Emas, foi preso por policiais civis suspeito de tráfico de drogas, com 30 trouxinhas de maconha. Em sua defesa, frei Ramon argumenta que havia apreendido a maconha com os internos e que guardou o material em um armário para depois entregá-lo à polícia.
O delegado Flávio Marcondes informou que o caso será encaminhado à Justiça. Como o frade aceitou assinar termo de compromisso de comparecimento à Justiça, quando for intimado, acabou liberado da delegacia.
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