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LGBT
Para crítico de cinema, assassinato de homossexuais não era crime
SALVADOR. O batismo de uma rua da periferia de Salvador com o nome de um falecido jornalista conhecido por seus ataques aos homossexuais provocou protestos de grupos gays de Salvador.
O homenageado é o jornalista e médico baiano José Augusto Berbert de Castro, crítico de cinema do jornal “A Tarde”. Berbert tornou-se notório na cidade por atitudes como usar um boné com a frase “Berbert: Exterminador de Veados”, e defender o homicídio de gays.
Militantes ameaçam pintar suástica em placas da rua Uma lei proposta pelo vereador Pedro Godinho (PMDB) deu o nome de Berbert a uma via no bairro de Mussurunga, na periferia.
A iniciativa provocou protestos do presidente do Grupo Gay da Bahia (GGB), Luiz Mott, e, em seguida, da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), que enviou um ofício à prefeitura de Salvador solicitando que o prefeito João Henrique (PMDB) revogue a homenagem.
Os militantes gays deram um prazo para que a prefeitura cancele a inauguração da placa até o dia 12 de setembro, quando está prevista a Parada Gay de Salvador.
Do contrário, ameaçam pichar uma suástica nazista sobre o nome de Berbert nas placas da rua.
Frases como “mantenha a cidade limpa, mate uma bicha todo dia” e “matar veados não é homicídio, é caçada” faziam parte da linguagem do jornalista.
A prefeitura de Salvador ainda não se manifestou se cancelará a homenagem, mas o vereador Godinho avisou que quer mantê-la.
Com Agência A Tarde
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