A homofobia está presente nas escolas, embora, na maioria das vezes, de forma imperceptível. Piadas e xingamentos sofridos por jovens homossexuais no ambiente escolar nem sempre são percebidos. Essas conclusões são fruto de pesquisa realizada pela ONG Reprolatina, de Campinas (SP), em 11 capitais brasileiras. O resultado foi divulgado ontem, no seminário “Escola sem homofobia”, promovido pela Secretaria de Educação da Capital (Smed).
Os pesquisadores associados da Reprolatina, Rodrigo Braga e Magda Chinaglia, foram os encarregados do estudo em Porto Alegre. Eles retornaram ontem à Capital para conversar sobre o assunto com professores, diretores de escolas, pedagogos e pessoas relacionadas à comunidade escolar. A pesquisadora conta que o estudo qualitativo foi realizado em quatro escolas da Capital, em novembro de 2009, quando foram ouvidas 135 pessoas. Em todo o país, foram 1.412 entrevistados. A pesquisa envolveu docentes, coordenadores pedagógicos, diretores, funcionários e estudantes. “Existe homofobia nas escolas, mas não é percebida como tal. Se entende como homofobia apenas casos extremos, como agressão física”, diz Magda.
Já a população homossexual não está na escola. “Não encontramos nenhum travesti na escola em todo o país”, relata. A pesquisa apontou que a reação também é negativa no ambiente familiar. “Muitos são expulsos de casa. Houve relatos, até, de suicídio por causa da reação hostil da família”, conta. A pesquisa foi encomendada pela Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), e realizada pela Reprolatina com o apoio do MEC.
Fonte: Correio do Povo – RS
{youtube}Px3lsoOtQrs{/youtube}
Leia também
Relacionado
Descubra mais sobre Blog Soropositivo Home Page Arquivo HIV
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

