Novo avanço no Tratamento da Hepatite
Congresso de Ultrassonografia, realizado pelo Cremego, apresenta métodos que aliviam a biópsia hepática e identifica nódulos que não são encontrados nos aparelhos atuais
Exame tríplice
O evento, que começou na sexta-feira e se encerrou ontem, teve como destaque o Exame Tríplice da Tireoide e a Elastografia Hepática. “Esses novos aparelhos são um avanço muito grande na Medicina e que poderá aliviar os métodos usados hoje, e além disso são tecnologias que conseguem identificar o que um ultrassom, por exemplo, não consegue detectar”, explicou a convidada do Congresso e que ministrou as palestras sobre o assunto, dra. Lucy Kerr, pós-graduada em ultrassonografia nos Estados Unidos.
Doutora Lucy Kerr explica que a elastografia hepática utiliza se da velocidade de propagação das ondas de cisalhamento no parênquima hepático, a qual consegue diferenciar as doenças hepáticas difusas entre si: as que acarretam fibrose e endurecem o parênquima, como adoença hepatica do tipo C; as que amolecem o fígado pela infiltração de gordura (esteatose) e as que acumulam ferro enrijecendo-o (siderose hepática). A grande vantagem do método é permitir que os portadores de hepatite C acompanhem como avança ou estaciona sua doença, sem haver necessidade de submeter-se à biópsia hepática e seus riscos.
A especialista em ultrassonografia informou que o exame tríplice de tireoide tem o objetivo de diferenciar os nódulos benignos dos malignos da tireoide, em apenas um equipamento, em um só exame, por três métodos.
Alta resolução
O primeiro é o da ultrassonografia de alta resolução, que é capaz de delinear toda a morfologia da tireoide e mapear seus nódulos, classificando-os em 3 padrões: benignos, malignos e duvidosos. O segundo método é o de Doppler, que é capaz de identificar o padrão de vascularização da glândula tireoidiana e dos nódulos que contém, assim como classificá-los em um dos seis padrões possíveis, sendo três deles benignos, um maligno e dois dúbios.
Já o terceiro é a elastografia, que é capaz de identificar a dureza dos nódulos e classificá-los em três padrões: mole, duro e consistência intermediária. “Quanto mais informações há para classificar o nódulo, menor é o erro. E o objetivo é operar apenas os malignos, poupando os benignos, evitando complicações graves que podem advir da cirurgia de tireoide”, ressalta a dra. Lucy Kerr. Ela ainda acrescenta: “o primeiro aparelho importado para o Brasil já se encontra em São Paulo e já realiza este exame.”
Pioneira
A dra. Lucy Kerr, pioneira no Brasil da utilização de ultrassonografia, assegura que estes novos aparelhos importados também podem identificar nódulos de mama, próstata, fígado e outros nódulos que não aparecem em métodos utilizados na saúde hoje.
Artigo publicado no Radiology em fevereiro deste ano mostrou o estudo de 335 casos de câncer de mama, na qual 272 (81%) não foram identificados pela a mamografia. Conforme o artigo, os casos só foram identificados pela a ultrassonografia. “A mamografia tem grande chance de não detectar o câncer se a mama for densa, se o câncer estiver na margem do parênquima ou se manifestar-se de forma pouco óbvia. A mamografia não consegue detectá-lo em inúmeros casos e, quando detecta, não realiza o diagnóstico precoce”, cita o artigo.
Nota do editor de Soropositivo.org: A Hepatite, um flagelo ainda pior que a AIDS, pede exames (Esta biópsia) extremamente invasivo e cruelmento dolorido. Fico feliz com este avanço na medicina
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