ONU abre conferência que almeja ligar jovens a desenvolvimento

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Representantes da ONU e do Governo do México, ao lado de milhares de jovens, inauguraram nesta quarta-feira na cidade mexicana de León a Conferência Mundial da Juventude 2010 (CMJ), que procura identificar as prioridades de 1,2 bilhão de jovens no mundo e incorporá-las aos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). Cerca de 25 mil jovens de 112 países e reunidos em 169 organizações participam do evento junto com 35 ministros e outros altos funcionários de 100 países para tentar transformar as sugestões da juventude em políticas públicas.

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Em seu discurso inaugural, o secretário (ministro) de Educação mexicano, Alonso Lujambio, destacou a “histórica” dimensão desta conferência. “Hoje, a voz juvenil do mundo está presente, com sua pluralidade, seu entusiasmo e seu talento, com seu espírito inovador para se fazer escutar, mas também para ser parte das respostas a suas reivindicações e a suas expectativas para construir um mundo com mais oportunidades, mais justo, mais respeitoso com o meio ambiente, mais democrático e mais inclusivo”, acrescentou. Também na abertura da conferência, a diretora-executiva adjunta do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA, na sigla em inglês), a indiana Purnima Emane, disse que este é o momento de “investir nos jovens” e de “promover o diálogo e a compreensão entre cultura e juventude”.

 

Emane espera que a CMJ sirva para elaborar uma declaração final “muito forte que seja apoiada pelos Governos, mas também respaldada pelas vozes dos jovens de todo o mundo”. Este documento, que será conhecido em dois dias, será enviado à cúpula sobre os ODM, marcada para setembro em Nova York. A conferência no México está dividida em duas partes: um Fórum Social, no qual jovens e ONGs desde segunda-feira debatem suas propostas, e o Fórum de Governos, que trabalhará a partir de hoje até sexta-feira em como transformar algumas dessas ideias em recomendações políticas. A reunião pretende “identificar as prioridades de ação sobre juventude” e pôr diante dos Governos propostas para que sejam incluídas na agenda internacional do desenvolvimento. Entre os ODM, há vários que afetam diretamente os jovens, como o de conseguir ensino primário universal. Das três bilhões de pessoas que vivem no planeta com menos de US$ 2 por dia, “a metade tem menos de 24 anos”, lembrou o UNFPA. “Os jovens entre 15 e 24 anos de idade representam quase um quarto da população mundial, mas são quase metade dos desempregados”, alertou o organismo da ONU.

 

Os jovens também enfrentam problemas graves de saúde, como o HIV, vírus do qual “apenas 40% cento dos homens jovens e 38% das mulheres jovens têm conhecimento compreensivo”. O UNFPA apresentará provas de que a EDUCAÇÃO SEXUAL “pode desempenhar um papel importante” para reduzir riscos. “Uma mulher morre a cada minuto de complicações relacionadas com o parto e a gravidez” e as mulheres “entre 15 e 19 anos têm uma taxa de mortalidade duas vezes mais alta do que as mulheres de 20 a 30 anos”, diz o fundo da ONU. Entre os assuntos que serão abordados nesta semana na CMJ se destacam os relacionados à pobreza, prevenção de dependências, mudança climática, energias renováveis, igualdade de gênero e educação. A última CMJ foi realizada em agosto de 1998 em Lisboa e terminou com um chamado para “evitar a participação ou implicação dos jovens em todos os atos de violência, em particular atos de terrorismo em todas suas formas e manifestações, xenofobia e racismo”. As informações são da EFE

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