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24/NOVEMBRO/07 |
Sexta-feira, 23 de Novembro de 2007 09:16
Marta Ferreira
Já começou na Praça Ary Coelho, em Campo Grande, a mobilização que antecede a 6ª edição da Parada da Diversidade Sexual, mais conhecida como Parada Gay, na tarde desta sexta-feira, 23 de novembro. Desde as 8h, representantes de entidades de defesa dos direitos humanos e dos homossexuais, travestis e transexuais estão na praça entreganto panfletos que aludem à prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, ao combate ao preconceito aos gays e ainda oferecendo aos que passam no local o teste de HIV.
A presidente da Associação das Travestis de Mato Grosso do Sul, Cris Stefany, uma das organizadoras do movimento, explicou ao Campo Grande News que o teste é feito por uma equipe de médicos e enfermeiros da Secretaria Municipal de Saúde, por meio de uma unidade móvel do CTA (Centro de Testagem e Aconselhamento). Todo o procedimento é sigiloso, segundo ela. Uma vantagem, aponta, é que as pessoas recebem o resultado do exame mais rapidamente do que o comum. Normalmente se leva até 60 dias e, com o teste oferecido pelo CTA, o resultado deve ficar pronto em 15 dias, para ser buscado no CEM (Centro de Especialidades Médicas) da prefeitura, no bairro São Francisco.
Oito barracas de instituições como a Associação, o grupo Gass (Grupo de Apoio e Solidariedade a Pessoas Vivendo Com Aids), Ibiss (Instituto Brasileiro de Inovações Pró Sociedade Saudável) estão montadas na praça, para as atividades que antecedem a parada, definidas por Crys Stefany como de cunho conscientizador e educativo.
Contra a homofobia – A concentração para a Parada da Diversidade está prevista para as 14h para a saída às 15h. A partir da Praça Ary Coelho, os participantes vão percorrer a rua 14 de Julho até a rua Antônio Maria Coelho, voltando pela 13 de maio até a Praça novamente. A previsão de público, conforme os organizadores, é de pelo menos repetir o resultado do ano passado, de levar às ruas uma multidão calculada entre 15 mil e 20 mil pessoas
Em meio à polêmica criada após a punição pela prefeitura de Campo Grande de duas professoras que “Preconceito e homofobia religiosa é crime”, com a intenção de defender o projeto de lei que está na Congresso Nacional, que criminaliza atos considerados agressões à orientação sexual. A lembrança da questão religiosa do slogan tem a ver com a oposição ferrenha que a proposta de lei sofre por parte da bancada ligadas às igrejas evangélicas.
Para encerrar a programação do dia, das 16h30 às 21 horas estão previstos shows na Praça.
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