Portadores de HIV são resistentes às adversidades
DOCUMENTO HISTÓRICO E ACERVO Nosso acervo conta com mais de 5.000 publicações. Não apagamos a história porque alguém, em algum lugar, algum dia, poderá precisar saber de algo — e existe, sim, a...
Nosso acervo conta com mais de 5.000 publicações. Não apagamos a história porque alguém, em algum lugar, algum dia, poderá precisar saber de algo — e existe, sim, a possibilidade de este ser o único lugar onde este conteúdo ainda exista.
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Este site é mantido de forma totalmente independente por Cláudio Souza, diagnosticado com HIV/AIDS em 1994 e enfrentando, mais recentemente, os diagnósticos de Insuficiência Pancreática Exógena e Miastenia Gravis.
Embora 99% dos medicamentos necessários sejam obtidos via farmácia de alto custo do SUS em Santos, tratamentos essenciais como a colesteramina (Questran) possuem um custo extremamente elevado e sem subsídio.
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| AIDS
O preconceito vivenciado no dia a dia e o tratamento são apenas algumas das barreiras enfrentadas por quem é portador de uma doença crônica como a AIDS. Mas, por outro lado, as dificuldades enfrentadas podem fazer com que o portador da doença consiga se adaptar melhor a mudanças no estilo de vida. Os dados são de pesquisas desenvolvidas por psicólogos da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). O psicólogo clínico Flávio Almeida, no ano passado, defendeu uma tese de mestrado sobre mulheres que são portadoras do vírus HIV e aguardam o resultado do exame de soropositividade dos filhos. Segundo Flávio, a partir do resultado encontrado, é possível perceber que as pessoas portadoras de doenças crônicas desenvolvem mais resistência às adversidades. Para o psicólogo, doentes crônicos conseguem se adequar melhor às situações. “Quando a pessoa descobre que está doente, a primeira reação é ligada às dúvidas, à incerteza sobre o futuro. Mas com o tempo e o apoio das pessoas mais próximas, estas pessoas começam a desenvolver estratégias de enfrentamento para situações adversas em suas vidas e conseguem encarar algumas coisas bem melhor do que pessoas que não possuem doença nenhuma”, comentou. Edvaldo Farias, portador do HIV, acredita que consegue lidar bem com situações difíceis. “Os obstáculos parecem mais fáceis porque você já tem uma doença séria e já precisa enfrentar preconceito, tratamentos e os efeitos colaterais. Não é fácil, por isto parece que os problemas se tornam menores”, comentou. A infectologista Francisca Maria Luiz destaca, no entanto, que para poder ter uma boa qualidade de vida e conseguir enfrentar os obstáculos, os portadores do HIV precisam de acompanhamento com uma equipe multidisciplinar, incluindo psicólogos e psiquiatras. “Muitos pacientes têm transtornos psicológicos e por isto o acompanhamento precisa acontecer em todas as esferas”, comentou. (NX) |
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