Sem mais desculpas. Temos as ferramentas para terminar a pandemia de HIV/AIDS.

Por Anthony S. S. Fauci 8 de Janeiro

Anthony S. S. Fauci é diretor do Instituto Nacional de alergia e doenças infecciosas em Institutos Nacionais de Saúde.

No verão de 1981, o mundo se tornou consciente de uma misteriosa nova doença que foi vista inicialmente entre um grupo relativamente pequeno de homens gay nos Estados Unidos e logo foi mostrado tratava -se de um vírus que causava a imunodeficiência humana. Avançando mais de trinta anos e o mundo inteiro está lutando com uma das mais devastadoras pandemias na história.Mais de 70 Milhões de infecções ocorreram predominantemente entre heterossexuais no mundo em desenvolvimento, resultando em mais de trinta milhões de óbitos. Apesar destas terríveis estatísticas, avanços na prevenção e tratamento do HIV transformaram as vidas dessas pessoas infectadas pelo HIV, que têm acesso a cuidados de saúde, e nos deram métodos altamente eficazes de prevenção da infecção pelo HIV.

Por que razão esta pandemia global continua ceifando vidas e arruinando famílias? Não é porque que faltam a avanços médicos e intervenções para terminar a pandemia. É que nossas ferramentas comprovadas não foram implementadas de forma adequada ou de maneira uniforme.

Combinação de terapia anti-HIV se tornou disponível em meados da década de 90, e embora os esquemas terapêuticos tenham sido altamente eficazes na supressão do vírus para níveis indetectáveis é permitido que pacientes vivam vidas saudáveis, alguns questionaram se a toxicidade cumulativa de tratamento farmacológico a longo prazo; seria negar os efeitos benéficos ao longo do tempo. Ensaios clínicos controlados têm desde que a preocupação de repouso colocar mostrando que a maioria das medidas de gerenciamento contra toxicidades da terapia contr o HIV são muito menos prejudiciais do que a continua replicação do HIV na ausência de terapia.

Em seguida, um estudo revolucionario demonstrou que o tratamento precoce de indivíduos infectados pelo HIV mais cedo do que mais tarde diminuiu drasticamente a probabilidade de que eles infectassem seus parceiros sexuais. O benefício para a saúde pública, do tratamento para a prevenção da transmissão posterior foi clara. Ainda assim, alguns alegaram que o benefício de saúde para a pessoa infectada foi comprovado, colocando os médicos em uma posição pouco invejável: sabiam que indivíduos infectados com vírus podem infectar outros de de maneira incontrolável, mas eles não foram capazes de levar o tratamento conforme recomendamos vivamente a todos pacientes. A estudo publicado no ano passado Poria um fim a este dilema mostrando que o tratamento de uma pessoa logo que possível, após o diagnóstico, foi muito mais benéfico do que esperar até que o sistema imunológico da pessoa tenha sido completamente danificado (ou quase). Com estes estudos de charneira, não existe, agora, nenhuma desculpa para atrasos; a todas as pessoas infectadas com o HIV devem ser oferecidos medicamentos antivirais no momento do diagnóstico.

Mas isso exige a procura de pessoas em risco para a infecção e testá-las; que liga os indivíduos infectados a cuidados médicos; trabalhar para mantê-los no cuidado; e fornecendo drogas anti-HIV. Isso também requer uma atenção cuidadosa evitando barreiras ao atendimento, tais como a pobreza, o abuso de substâncias, e a questão da moradia e da insegurança alimentar. Globalmente e internamente não atingimos estas metas.

A maior parte deste se refere a aqueles que já estão infectados pelo vírus HIV. No entanto, 2 milhões de novas infecções ocorrem globalmente a cada ano, incluindo 50.000 Nos Estados Unidos; o último número permaneceu estável durante quase duas décadas. O frustrante fato é que sabemos exatamente quem é que infecta quem. Dos cerca de 1,2 milhões de pessoas que vivem com o HIV nos Estados Unidos, 13 por cento que não sabem que estão infectados são responsáveis pela transmissão de cerca de trinta por cento de novas infecções por ano. Ainda mais surpreendente, mais de sessenta por cento das novas infecções pelo HIV são transmitidos por pessoas que estão cientes de que portam o HIV, mas que não estão a receber os cuidados adequados. Assim, se identificou todas as pessoas infectadas no país e em ato contínuo, com cuidados eficazes, incluindo tratamento anti-HIV, poderíamos evitar mais de 90 por cento das novas infecções a cada ano.

Para as pessoas não infectadas, em indivíduos de risco, diversas modalidades de prevenção estão disponíveis. Um importante avanço recente provém de uma série de ensaios clínicos que demonstrou de modo convincente que regularmente tendo uma única pílula contendo duas drogas anti-HIV pode reduzir um indivíduo o risco de contrair HIV por mais de 90 por cento. Infelizmente, esta estratégia de prevenção – denominado de profilaxia pré-exposição, ou PrEP – é imensamente subutilizado. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças oportunistas. Que mais de 1,2 milhões de pessoas nos Estados Unidos estão em grande risco de infecção pelo HIV e poderiam se beneficiar de PrEP; no entanto, a menos de 5 por cento dessas pessoas estão recebendo este tratamento. Para piorar, um terço dos provedores de cuidados médicos primários e enfermeir@s são conscientes do potencial de ganho em termos de saúde e vantagens que a PrEPoferece. Esta situação tem de mudar.

Mesmo na ausência de uma vacina eficaz do VIH, que seria o último prego no caixão da pandemia, temos as ferramentas para terminar a epidemia do HIV/AIDS nos Estados Unidos e a nível mundial. Podemos salvar a vida de indivíduos infectados e impedir que eles infectem outros fazendo com que eles cliquem em programas de tratamento e a sua manutenção. Além disso, podemos prevenir eficazmente a infecção por HIV em populações de risco por um certo número de meios, incluindo o uso do altamente eficaz PrEP.

Muitas vezes é dito que fomos lentos para reconhecer a gravidade da pandemia de HIV emergente durante o início da década. No momento, a nossa capacidade de luta contra a propagação foi escassa. Hoje temos as ferramentas para o final desta moderna praga. Não devemos desperdiçar a oportunidade. A história nos julgará severamente se falharmos.

Traduzido por Cláudio Souza do original em No more excuses. We have the tools to end the HIV/AIDS pandemic.

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