Folha de Pernambuco publica editorial sobre vacina contra o HIV
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DOCUMENTO HISTÓRICO E ACERVO
Nosso acervo conta com mais de 5.000 publicações. Não apagamos a história porque alguém, em algum lugar, algum dia, poderá precisar saber de algo — e existe, sim, a possibilidade de este ser o único lugar onde este conteúdo ainda exista.
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21/01/2010 – 10h05
A Folha de Pernambuco publicou editorial que abre discussão sobre os processos de teoria e investigação prática nas pesquisas de vacina para o HV. Leia na íntegra a seguir.
Vacina contra o HIV
O Instituto Nacional de Saúde (NIH, sigla em inglês), dos Estados Unidos, discutiu, recentemente, o futuro dos estudos para o desenvolvimento da vacina contra o HIV. Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID, sigla em inglês) também dos Estados Unidos, disse que é necessário alcançar um equilíbrio entre a pesquisa científica para o desenvolvimento da vacina contra o HIV e a investigação para o descobrimento desta.
De acordo com o especialista, é necessário contemplar três passos na busca da vacina: a investigação para o descobrimento, que consiste em estudos básicos que informem e guiem o desenvolvimento da vacina; investigação pré-clínica baseada em estudos de laboratório e em animais prévios à implementação da vacina em seres humanos, e investigação clínica que ajude através de estudos de casos clínicos prévios a melhorar a vacina.
Já Carl Dieffenbach, diretor da divisão de HIV/Aids do NIAID, explicou que o equilíbrio entre o descobrimento e o desenvolvimento da vacina é básico, assim como a otimização dos modelos desenvolvidos e uma investigação clínica integrada ao desenvolvimento da vacina. Considerou que, para obter uma vacina segura e eficaz, é necessária a utilização de novas idéias, uma transparência nas investigações, um critério claro e aprender com as falhas cometidas.
Dentro dessa discussão, diversos acadêmicos consideraram necessário um maior investimento econômico na pesquisa de laboratório e um menor no desenvolvimento de provas já que dos 497 milhões de dólares investidos pelo NIH na pesquisa sobre a vacina contra o HIV, só 47% é utilizado em investigação. Vale salientar que especialistas concordam em que esse é um momento de mudança rumo ao desenvolvimento da vacina contra o HIV, no qual se deve incluir as novas gerações de pesquisadores, as quais, até o momento, ficaram relegadas do processo.
Fonte: Folha de Pernambuco
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