Há Vida Com HIV

MAC (Mycobacterium Avium Complex)

MAC (Mycobacterium Avium Complex)

O que é MAC?

MAC (Mycobacterium avium complex), também chamado micobacteriose, é uma doença grave que ocorre em pessoas com AIDS, causada por uma bactéria (germe).

Os germes do MAC encontram-se no ar, água, terra, alimentos e em muitos animais. é impossível evitar o contato com os germes do MAC. Quando uma pessoa inspira, come ou bebe, pode se infectar. O MAC provavelmente não é transmitido de pessoa para pessoa.

Quais são os sintomas de MAC?

O MAC infecta o corpo inteiro. Os seus sintomas podem ser os mesmos de outras doenças, apresentando: febre alta, diarréia, perda de peso, dor de estômago, cansaço e anemia (baixa taxa de glóbulos vermelhos). O MAC também pode causar infecções no sangue, hepatite, lesões na pele, pneumonia e muitas outras doenças graves.

O MAC ocorre em pessoas com AIDS que possuem um número muito baixo de células CD4. Muitas pessoas que contraem o MAC têm menos de 50 células CD4/mm3. O MAC quase nunca ocorre em pessoas com mais de 100 células CD4/mm3. Quanto mais uma pessoa com AIDS permanecer com um número reduzido de células CD4, maior sua chance de contrair o MAC. Pessoas anêmicas (com pequeno número de glóbulos vermelhos) também têm alto risco de desenvolver o MAC. Usuários de AZT, um medicamento anti-HIV, parecem apresentar o MAC com menos freqüência.

Como o médico sabe que tenho MAC?

O médico geralmente utiliza o teste de sangue para saber se o paciente tem o MAC. O teste de sangue não é perfeito, as vezes outros testes são necessários, como biópsias do fígado ou da medula e pesquisa nas fezes. As biópsias consistem em retirar uma amostra do fígado ou da medula por meio de uma agulha grande. São mais dolorosas, porém mais confiáveis que os testes de fezes.

Como MAC pode ser evitado?

A rifabutina, também chamada micobutina, é uma droga aprovada para a prevenção do MAC. é uma pílula a ser tomada diariamente. A rifabutina causa efeitos colaterais, como erupções, problemas sangüíneos e, em algumas pessoas, náuseas. A rifabutina auxilia alguns pacientes, mas não previne o MAC em todos. Em cada caso, é preciso consultar o médico para saber se a rifabutina pode ser utilizada. Em função dos anêmicos serem mais propensos ao MAC, o médico deve acompanhar regularmente o número de glóbulos vermelhos e iniciar um tratamento, caso ele esteja baixo.
Outras drogas são utilizadas para prevenir o MAC, mas estas ainda não são aprovadas para este fim. Esses medicamentos incluem a claritromicina e a azitromicina. Ambos são comprimidos. Não há informação sobre a possível eficácia da claritromicina e da azitromicina na prevenção do MAC.

MAC pode ser tratado?

O MAC pode ser tratado, mas devem ser utilizados diferentes medicamentos. O tratamento do MAC pode fazer você se sentir melhor, mas não se sabe se pode prolongar a vida. Ele deve incluir ao menos dois medicamentos, um dos quais deve ser ou a claritromicina ou a azitromicina. O médico prescreve outros medicamentos a serem administrados com a claritromicina ou a azitromicina. Diferentes medicamentos provocam reações individuais diferentes, e cada um deles apresenta seus efeitos colaterais, alguns mais prejudiciais que outros. Os mais sérios destes efeitos raramente ocorrem. Muitas pessoas não sentirão nenhum efeito colateral. Confira, no quadro a seguir, os possíveis efeitos colaterais.

MEDICAMENTO EFEITO COLATERAL

Claritromicina
Dor de cabeça, náusea, vômito, diarréia.

Azitromicina
Dor de cabeça, náusea, vômito, diarréia.

Amicacina
Problemas renais, problemas auditivos.

Ciprofloxacina
Náusea, vômito, diarréia.

Clofazimina
Náusea, vômito, formigamento doloroso nas mãos e pés, a pele pode tornar-se alaranjada.

Etanobutol
Náusea, vômito.

Rifabutina
Erupções, náuseas, problemas sangüíneos.

 

Mais Informações: “Guia de Condutas Clínicas em DST/AIDS”, do Programa Nacional de DST/AIDS do Ministério da Saúde.
Este material foi editado no Brasil pela Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS (ABIA) a partir da série “TREATMENT ISSUES, FACT SHEET – GMHC”.

Revisão Médica: Dra. Rosana del Bianco, infectologista do I.I. Emílio Ribas de São Paulo e Dr. Dráuzio Varella.

 

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