A infecção pelo HIV pode provocar aborto espontâneo?
Uma das mais freqüentes patologias obstétricas presentes em pacientes infectadas pelo HIV grávidas é o abortamento espontâneo, sendo que na África pode chegar a 15%, contra 7% no grupo controle (mulheres da mesma região geográfica, grávidas e com sorologia HIV – negativa).
Teoricamente se o vírus infecta tecido trofoblástico da placenta no início da gravidez, pode-se ter maior taxa de abortamento.
Vários estudos demonstraram a presença de vírus em tecidos de fetos abortados na décima quinta, vigésima e vigésima oitava semanas de gravidez.
In vitro, observou-se que o tecido placentário pode ser infectado através da fagocitose ativa de complexo HIV- lgG por macrófagos placentários com receptor CD4 em sua superfície.
O estágio da infecção na mulher grávida também interage na ocorrência de abortamento, sendo que aquelas em estágios III e IV têm maiores riscos quando comparadas com as de estágio II (assintomáticas).
Outros fatores responsáveis pelo abortamento espontâneo em pacientes HIV-positivos são uso abusivo de drogas, álcool e fumo, como também infecção sistêmica materna e déficit nutricional.
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