HPV:Doença do sexo ‘pega’ metade de Rio Preto

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Ainda desconhecido, HPV responsável por 99% dos casos de câncer de colo de útero, segunda doença maligna que mais mata mulheres no mundo, tem presença endêmica entre a população de Rio Preto

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Nany Fadil

 

Agência BOM DIA

 

 

Pelo menos metade dos rio-pretenses com vida sexual ativa já teve contato ou tem algum tipo de HPV.

 

 

A afirmação é do coordenador do programa Saúde da Mulher, Clodoaldo Sardille.

 

 

Ainda desconhecido de muitos, o papilomavírus é um grupo formado por cerca de 130 diferentes tipos de vírus. É a doença sexualmente transmissível mais comum.

 

 

De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil é um dos líderes mundiais em incidência de HPV. A cada ano, o país registra 137 mil novos casos da doença, que é responsável por 99% dos casos de câncer de colo de útero.

 

 

 

Até 80%

 

“Durante a vida, um pessoa tem entre 75% a 80% de chance de entrar em contato com o HPV. Mas, em 70% dos casos o vírus desaparece sem tratamento, só com as defesas do organismo”, diz Lúcia Buchalla Bagarellia, especialista em HPV.

 

 

 

Endemia

 

Segundo Sardille, a situação é endêmica em Rio Preto, a exemplo do Brasil.

 

 

Explica que a incidência é maior no país em função da promiscuidade e de pessoas terem vários parceiros ao longo da vida. “O PRESERVATIVO ajuda, mas não impede a transmissão. Ela é por contato.”

 

 

 

Câncer

 

Mesmo inofensivo em 70% dos casos, o papilomavírus pode causar lesões na vagina, colo do útero, pênis e ânus, que se não tratadas podem levar ao câncer.

 

 

No mundo, é a segunda maior causa de mortalidade feminina por câncer. Responde por 288 mil mortes anuais, segundo a Organização Mundial de Saúde.

 

 

 

Papanicolau

 

A arma das mulheres contra a doença é o papanicolau, que deve ser feito no máximo a cada três anos. Aponta se a mulher tem lesão e se é do tipo cancerígena.

 

 

Para homens, existe a peniscopia. Exame detalhado com lentes de aumento. Pouco adotado pelos urologistas.

 

 

 

DST‘s

 

Rio Preto tem 5.947 notificações de doenças sexualmente transmissíveis, fora as por HPV. O Jardim Vetorazzo concentra o maior número de casos.

 

 

 

Poucos tipos causam câncer

 

Os vírus de alto risco, com maior probabilidade de provocar lesões persistentes e estar associados a lesões pré-cancerosas são HPV tipos 16, 18, 31, 33, 45, 58.

 

 

Já os HPV de tipo 6 e 11, encontrados nas verrugas genitais (crista de galo), não oferecem risco de progressão para malignidade.

 

 

Segundo a professora da Famerp Lúcia Bagarelli, especialista em HPV, fatores de risco importantes são a multiplicidade de parceiros, promiscuidade, início da atividade sexual com menos de 16 anos de idade e parto com menos de 16 anos.

 

 

“Como cofatores para o vírus permanecer no organismo temos as outras infecções associadas (herpes genital, HIV, hepatites), tabagismo, baixa ingestão de algumas vitaminas e estresse. Porém, o principal é a imunidade reduzida”, diz Lúcia.

 

 

Ela fez parte do grupo de pesquisadores que desenvolveu vacina contra o HPV.

 

 

 

Homens são grande nó na cura das doenças sexuais

 

As mulheres vão mais a médicos e se tratam quando descobrem ter uma DST (doença sexualmente transmissível), mas, pelos dados da Secretaria da Saúde de Rio Preto, o mesmo não acontece com seus parceiros.

 

 

“O grande nó para nós é convencermos os parceiros a fazer tratamento”, diz o coordenador do programa Saúde da Mulher, Clodoaldo Sardille.

 

 

Ele explica que o homem só decide se tratar quando a doença está em estado avançado e é aparente.

 

 

A professora Maria Angela (nome fictício), 23 anos, ainda se recente de um ex-namorado, de quem pegou herpes genital.

 

 

“Senti uma dor estranha na parte externa e vi com um espelho que tinha uma espécie de afta. O ginecologista disse que era uma DST. Até hoje tenho raiva do meu ex-namorado. Ele foi meu primeiro parceiro sexual.”

 

 

Dados da Secretaria de Saúde mostram que de 2000 a 2009 foram feitas 5.947 notificações por DSTS em Rio Preto. Número subestimado.

 

 

“Não dá para arriscar quantas são, mas sabemos que a realidade é bem diferente desses números.”

 

 

Pelo mapa das DSTS, a UBS Central é a que mais notificou, com 796 casos. Em segundo vem o Jardim Vetorazzo, com 563, seguido do Jardim Jaguaré, com 523.

 

 

“Ter mais notificações é positivo. Sinal que as mulheres dessas regiões estão preocupadas e passam por exames.”

 

 

 

Diagnóstico tardio é grave

 

A maior preocupação das autoridades de saúde de Rio Preto é o diagnóstico tardio em especial da AIDS, hepatite e câncer por HPV. Mesmo oferecendo exames em todas as unidades de saúde, grande parte dos casos é descoberta quando a doença já se manifestou e a situação do paciente é grave.

 

 

“A maioria das mortes por DSTS em Rio Preto é por diagnóstico tardio. As pessoas se negam a fazer os exames, que na verdade vão garantir a vida para esses pacientes”, diz o coordenador do Saúde da Mulher, Clodoaldo Sardille.

 

 

Segundo ele, também há casos de diagnóstico tardio de SÍFILIS.

 

 

“Muitas pessoas procuram ajuda quando têm lesão nervosa ou mesmo as que derretem a pele, conhecidas como gomasífilis. O SÍFILIS pode causar ainda aneurisma da aorta, que é gravíssimo. Já os tratamentos, quando no início, são simples e baratos”.

 

 

 

 

 

BOL NOTICIAS 

Editoria: Pág. Dia / Mês/Ano:

 

 

10/JANEIRO/2010

 

 


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