Início de tratamento anti-retroviral reduz, mas não elimina o reservatório de HIV – Este estudo aponta o caminho para a cura funcional
AVISO IMPORTANTEEste texto é informativo e não substitui avaliação médica. Eu escrevo também a partir da minha experiência como paciente, mas decisões sobre exames, diagnóstico e tratamento devem ser...
Nosso acervo conta com mais de 5.000 publicações. Não apagamos a história porque alguém, em algum lugar, algum dia, poderá precisar saber de algo — e existe, sim, a possibilidade de este ser o único lugar onde este conteúdo ainda exista.
Temas Tratados Nesta Página
Este site é mantido de forma totalmente independente por Cláudio Souza, diagnosticado com HIV/AIDS em 1994 e enfrentando, mais recentemente, os diagnósticos de Insuficiência Pancreática Exógena e Miastenia Gravis.
Embora 99% dos medicamentos necessários sejam obtidos via farmácia de alto custo do SUS em Santos, tratamentos essenciais como a colesteramina (Questran) possuem um custo extremamente elevado e sem subsídio.
Se você pode e quer ajudar a manter esta história no ar, faça um PIX de qualquer valor:

Tratamento precoce dos recém-nascidos

Não surpreendentemente, o DNA pro-viral aumentou seus níveis quando as crianças tiveram seus tratamentos interrompidos. Na semana 248, O DNA do HIV foi semelhante entre os níveis iniciais de crianças tratadas que pararam o tratamento em 40 semanas, ao daquelas que pararam em 96 semanas e aqueles que demoraram em iniciar o tratamento, indicando que a vantagem do início terapia antirretroviral pode ser perdida após interrupção do tratamento. O tamanho reduzido do reservatório viral e a probabilidade de conseguir um reservatório viral indetectável, o que não significa que o HIV foi erradicado e, sim, que não podia ser encontrado usando testes atuais – foram fortemente associados ao início da terapia antirretroviral com idade mais jovem na TERAPIA ANTIRRETROVIRAL, mais tempo cumulativo sobre a Terapia Antirretroviral e maior duração de supressão viral. Além disso, tendo um maior nível de citomegalovírus (CMV) DNA basal, significativamente associado com um maior reservatório de HIV. No entanto, a sorologia (testando anticorpos HIV positivo ou negativo) não foi um preditor significativo do tamanho do reservatório viral.O que é interessante é que, um outro estudo realizado por pesquisadores da Universidade da Califórnia em San Diego descobriu que o DBADNA detectável por CMV em PBMCs foi também associado a uma maior quantidade de DNA do HIV em adultos que iniciaram a terapia antirretroviral durante os primeiros momentos da infecção pelo HIV. Esses achados sugerem que “a replicação do CMV pode ajudar a manter o reservatório DNA do HIV”, concluíram os pesquisadores.
Tratamento precoce dos adultos
Passando agora para o tratamento precoce para adultos, Jade Ghosn e seus colegas pesquisadores com estudos modelados de curto prazo e de longo prazo diminuíram reservatório DNA/HIV associados nas células dos participantes no coorte francês ANRS PRIMO. Esta análise incluiu 327 pessoas que iniciaram A TERAPIA ANTIRRETROVIRAL, na sua maioria baseados em esquemas com inibidores de protease primário durante infecção pelo HIV (mediana 41 dias pós-infecção) e mantida supressão viral por pouco mais de dois anos. Mais de 80% eram do sexo masculino e a idade média era de 36 anos. A TERAPIA ANTIRRETROVIRAL foi iniciada após a infecção, o DNA do HIV diminuiu mais rápido do reservatório durante os primeiros oito meses em tratamento. Os níveis de DNA/HIV caíram por -; 0,17; respectivamente, -0,13 e -0,07 log10 cópias por 1.000.000 PBMCs por mês para aqueles que começaram Terapia Antirretroviral em 15 dias, um mês e três meses após a infecção, respectivamente. Depois de oito meses no que se refere ao tratamento, O DNA/HIV continuou a cair, mas com um declive menos íngreme e com diminuição semelhante na TERAPIA ANTIRRETROVIRAL independentemente de quando foram iniciadas. O modelo previu que, após cinco anos de tratamento ininterrupto, os níveis DNA/HIV seriam significativamente menores para as pessoas que iniciaram Terapia Antirretroviral em 15 dias versus três meses após a infecção (1,62 log10 vs 2,24 log10 cópias por 1.000.000 PBMCs, respectivamente). O estudo “fornece argumentos fortes a favor do início da Terapia Antirretroviral no tempo mais breve possível, após o diagnóstico da infecção pelo HIV e, portanto, a favor do rastreio precoce,” os pesquisadores concluíram. (Nota do Tradutor. É muito comum o uso do termo rastreio para se referir a teste de detecção do HIV e eu deixei assim para tentar simplificar a frase e a compreensão futura do termo) O retorno dos marcadores do vírus HIVDeterminação viral sustentada- remissão – ou uma “cura funcional” – exigirá tratamento experimental de interrupção, mas esta é uma estratégia arriscada, O HIV quase sempre ressurge, mais cedo ou mais tarde. Os pesquisadores estão, por conseguinte, na tentativa de encontrar biomarcadores para indicar quais pacientes irão ter o “rebote” do HIV e quando, para selecionar aqueles com as melhores chances de remissão prolongada. Jonathan Li da Escola de Medicina de Harvard e seus colegas olharam para o calendário do “rebote do HIV” em relação ao tamanho do pré-tratamento do reservatório viral, incluindo o reservatório latente de células DNA/VIH associado e o “reservatório” ativo de células associadas ao RNA “não quebrado” residual do HIV e a viremia plasmática ( >1 cópias/ml).Este pool de análises incluiu 124 participantes de cinco estudos ACTG de interrupção do tratamento (A5170, A5197, A5068, A5024 e ACTG 371). A maioria eram homens, a idade média foi de 41 anos e a contagem de CD4 mediana foi >800 células/mm3. Vinte e seis pessoas tiveram início TERAPIA ANTIRRETROVIRAL na fase aguda ou infecção precoce, enquanto 104 fizeram-no durante infecção crônica. Cerca de metade deles teve o tratamento iniciado num esquema inibidor de “protease-baseado” e metade começou com base em regimes ITRNN- (embora nenhum dos primeiros grupos começou ITRNN). Apenas aqueles que tinham alcançado a supressão viral sustentada puderam ter suas terapias interrompidas. Eles não receberam terapias de base imune antes da interrupção TERAPIA ANTIRRETROVIRAL. Os participantes que iniciaram precocemente TERAPIA ANTIRRETROVIRAL tinham níveis significativamente menores de células associadas RNA do HIV antes de interrupção do tratamento que aqueles tratados durante infecção crônica. No entanto, não foram encontradas diferenças significativas nos níveis de células associadas DNA/HIV ou viremia residual. Os níveis não diferem com base no tipo de regime antirretroviral. A maioria dos participantes apresentou rebote viral na quarta semana, embora alguns tenha, tomado um tempo mais longo relatados. Os tratados anteriores voltaram mais tarde, como fizeram aqueles tratados com ITRNN. Uma percentagem muito mais elevada de pessoas no grupo precoce em comparação com grupo de tratamento crônico ainda tinha supressão viral na décima segunda semana após parar o tratamento (13% vs 3% usando confirmou carga viral plasmática > 200cópias/ml; 11% vs 4% usando uma única medida >1000 cópias/ml). Maiores níveis de RNA do HIV por célula-associados foram significativamente associados com menor tempo de rebote viral. A proporção com viremia residual detectável foi significativamente maior entre os participantes com atraso no rebote viral (47% se recupera em 4 semanas, 29% entre 5-8 semanas e 8% se for >8 semanas). No entanto, não houve associação significativa entre os níveis de DNA/HIV e células virais da distribuição de rebote. UM pequeno reservatório HIV ativo “podem mediar um atraso no rebote viral em participantes tratados durante infecção precoce,” os pesquisadores concluíram. “A quantificação de vírus HIV ativo no reservatório pode fornecer biomarcadores de eficácia para terapias que visam uma TERAPIA ANTIRRETROVIRAL livre de remissão”. Este estudo apresenta “provas preliminares de que o número de cópias de RNA do HIV nas células e no plasma pode ser o criador do progresso, rumo a uma cura,” John Mellors da Universidade de Pittsburgh explicou em uma décima-primeira conferência de imprensa. “Se tivermos níveis ainda mais baixos em pessoas, podemos nos aproximar de uma cura”. Um estudo realizado por João Frater da Universidade de Oxford e seus colegas pesquisadores com o Estudo SPTerapia AntiretroviralAC olhou para outros potenciais marcadores que possam predizer rebote viral. No SPTerapia AntiretroviralAC foram inscritos 367 participantes no prazo de seis meses a contar da soroconversão HIV. Eles receberam no início Terapia Antirretroviral para 12 ou 48 semanas, seguidas por interrupção do tratamento ou terapia-padrão segundo a contagem de CD4. No 48-semana grupo, 14% ainda tinham carga viral indetectável 12 meses mais tarde. Para além dos níveis de HIV total e integrado ao DNA e células-associadas ao RNA “não picotado” do HIV, os pesquisadores procuraram a contagem de células CD4, relação CD4/CD8, carga viral plasmática, HIV-específicos CD4 e CD8 respostas de células T (por ELISPOT), marcadores de ativação de células T (HLA-DR, CD38, CD25 e CD69), os marcadores de células T esgotamento (PD-1, GAL-3 e TM-3), IL-6 (um marcador de inflamação) e D-dímero (um marcador distúrbio de coagulação).
Se você gosta deste trabalho, se ele te ajudou de alguma forma, deixe um comentário abaixo — eu leio todos e sempre respondo, mesmo que demore um pouco.
E se quiser, mande um Pix de R$ 0,25 pelos 25 anos de trabalho:
Chave Pix: solidariedade@soropositivo.org
Você também pode me escrever para: claudio@soropositivo.org
Fale com o Blog Soropositivo
Tem uma pergunta, sugestão ou quer falar sobre janela imunológica, sexo oral, PEP, PrEP ou outro assunto? Use o formulário abaixo.
Erro: Formulário de contato não encontrado.
Descubra mais sobre
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

2 Comments