Evangélicos promovem ato contra lei anti-homofobia
Trezentos mil evangélicos reuniram-se ontem no Centro do Rio, na Marcha para Jesus, que tinha como mote o ‘direito a liberdade de expressão” – referência ao Projeto de Lei 122 que criminaliza a homofobia. Ao longo da manifestação, que começou
De que valeria tal atitude reverente se o respeito ao próximo, como ele é, sem imposições ou julgamentos, cinismo e ignomínia, não existisse, como não existe?. Pessoas que lutam pelo direito de discriminar mereceriam uma existência assim, no clima da inversão, para compreenderem o quanto se sofre por conta de preceitos e preconceitos que o tempo mumificou… É aceitável a fala daquele Marco Feliciano, que eu conheço como ‘o mal em sua essência’, que disse que a relação carnal entre um filho dele (branco) se relacionando sexualmente com uma negra (no caso a Preta Gil) seria algo, para ele, indiscutível por tratar-se de ‘promiscuidade’. É esta a nação que queremos que se crie? De racistas, fanáticos religiosos, de homofóbicos, misóginos, discricionários de tudo o que for ‘diferente’ do que eles dizem ser a pALAVRA DE dEuS? Foi para isto que o Cristo teria vindo? Não foi Ele quem disse “amarás a teu Deus com todo o teu sentimento, entendimento e coração e ao teu próximo como a ti mesmo? Sou eu o louco? Eu li uma Bíblia apócrifa!? Este é o direito que eles querem de liberdade de expressão?Puta que pariu!
na Central do Brasil e terminou com a apresentação musical na Cinelândia, evangélicos seguravam faixas contrárias ao projeto de lei e ao aborto.
“O mote da marcha é ‘a favor da liberdade de expressão, religiosa e da família tradicional”. Quero ter o direito de criticar (o Homossexualismo). Esse é um princípio do estado de direito”, disse o organizador, pastor Silas Malafaia. Pouco antes de chegar à Cinelândia, um dos líderes do evento, o pastor Alexandre Esquerdo, pediu que os evangélicos gritassem em coro: “Governador, autoridades, é Jesus Cristo que comanda essa cidade”.
Minutos depois, Malafaia pediu orações para políticos e agradeceu o apoio da Prefeitura do Rio, que liberou R$ 2,4 milhões para o evento. “Pela primeira vez, a prefeitura apoia a marcha de Jesus. E devolvemos dinheiro. Agora pergunta se a passeata gay devolve dinheiro”, disse o pastor. Mais tarde, Malafaia explicou que a prefeitura adiantou 80% do valor e que a organização não pegaria os 20% restantes. “Ou seja, devolveremos R$ 410 mil”, explicou.
Dois dias após o Dia Internacional contra a Homofobia, o prefeito Eduardo Paes afirmou que patrocinar eventos como católicos, evangélicos e a parada gay é papel da prefeitura. Mas garantiu que é contrário a “qualquer tipo” de discriminação. “Essa é uma cidade aberta e livre. Acho a União Civil entre homossexuais algo absolutamente normal. Qualquer tipo de preconceito é ruim”, afirmou Eduardo Paes.
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