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Na contramão dos preconceitos

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Correio da Bahia – BA

Editoria: Pág.

Dia / Mês/Ano:

Tv

 

16/MARÇO/08

 

  Luiza Curvo vive namorada de soropositivo em ‘Chamas da vida’
  
A próxima personagem de Luiza Curvo na tevê irá abordar um tema delicado. Em Chamas da vida, da Record, a atriz será Michele, estudante universitária que namora um bombeiro portador do vírus da Aids. “Eles estão juntos e felizes quando o Guilherme descobre que tem a doença. Ao decidir continuar o namoro, a Michele vai enfrentar muito preconceito”, adianta. Além do ator Roger Gobeth, intérprete de seu par romântico na trama, Luiza irá contracenar com Juliana Silveira, no papel de Carolina, a dona da produtora de documentários onde Michele trabalha como estagiária.   
     
Chamas da vida está prevista para estrear a partir do final de maio e será a terceira novela de Luiza Curvo na Record. Em 2006, ela interpretou a ambiciosa Lívia, em Cidadão brasileiro, de Lauro César Muniz. No ano passado, em Luz do sol, de Ana Maria Moretzsohn, foi a vez da tímida Priscila. Contratada da emissora até 2010, a atriz teve de mudar o corte e a cor dos cabelos, que estão repicados e em um tom mais avermelhado. “A intenção foi me descaracterizar bem da personagem anterior, a Priscila. E como vamos abordar o tema bombeiros, adorei a idéia do vermelho”, comemora.
 
Michele é uma das moradoras do Tinguá, na Baixada Fluminense, onde a trama se desenvolve. Mas trabalha no centro do Rio, onde fica a produtora da protagonista, Carolina. Para ajudar na composição da personagem, Luiza usou algumas de suas próprias experiências. “Sou formada em cinema e dirigi alguns curtas, então achei ótimo porque já fiz laboratório para o papel”, brinca.

 

A grande virada de Michele na novela acontece quando ela descobre que o namorado Guilherme é portador do vírus da Aids. “Muita gente, inclusive a família dela, vai ser contra a relação. Mas a Michele vai comprar a briga e, juntos, eles viverão todo esse drama”, conta. Luiza, que afirma ter amigos soropositivos, procurou ouvi-los como forma de preparação para o papel. “Perguntei como foi o momento da descoberta e qual foi a reação da família”, conta. Essa pesquisa a atriz fez antes mesmo de se reunir com o ator Roger Gobeth e o diretor Edgar Miranda para discutir os caminhos de sua interpretação.  
   
Aos 23 anos, Luiza passou mais da metade de sua vida trabalhando frente às câmeras. A carreira, iniciada aos 8 anos de idade, em Sonho meu, da Globo, sobreviveu à adolescência. Hoje, a atriz coleciona 13 participações em novelas e elege, sem pestanejar, os dois momentos mais marcantes de sua trajetória na tevê. “A Cecília, de Porto dos Milagres, tinha uma história forte. E com a Priscila, de Luz do sol, fiz comédia pela primeira vez”, opina.

 

Além de Chamas da vida, Luiza tem dedicado seu tempo às gravações da versão em DVD do espetáculo Tipos, do cantor e compositor Oswaldo Montenegro. O projeto conta ainda com Fernanda Nobre e Emílio Lopes no elenco. A atriz espera ansiosa também pelo lançamento do filme Ouro negro, que estrelou ao lado de Danton Mello, Chico Diaz e Maria Ribeiro. No longa-metragem de Isa Albuquerque, que deve chegar aos cinemas ainda este ano, ela vive a romântica Luiza. “É uma personagem dos anos 20, com uma ingenuidade difícil de se ver hoje em dia e que eu só sou capaz de reconhecer na minha avó”, conclui.   

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