Mesmo no âmbito da saúde, direitos básicos ainda são desrespeitados. Vez por outra, por exemplo, falta algum medicamento. Em Pernambuco, há pouco mais de uma semana, houve desabastecimento de AZT injetável devido a um problema de fornecimento do laboratório que produz a droga, segundo o coordenador do programa estadual de DST/AIDS, François Figueiroa. Ele promete que o remédio estará disponível no estado no início do próximo mês.
O Ministério da Saúde planeja montar estoques de segurança a partir do próximo ano. Mas os problemas não se restringem aos medicamentos.
Os números de transmissão vertical da infecção (mãe para bebê) são baixos. Mas o risco ainda existe.
Tarde demais Ao engravidar pela segunda vez, Maria (nome fictício) realizou o pré-natal na Maternidade Barros Lima no Recife.
O exame de HIV foi solicitado, mas toda a gravidez se passou sem que lhe dessem o resultado. No dia do nascimento, foi feito o teste rápido.
Ainda assim, a menina nasceu por parto normal e a mãe continuou sem saber que estava infectada.
Ela diz ter recebido orientação na maternidade para dar de mamar. Três meses depois, recebeu da unidade de saúde o resultado do exame.
Era tarde. A filha, hoje com cinco anos, também vive com HIV. Com a ajuda da ONG Gestos, Maria moveu uma ação por negligência contra a gestão municipal.
A assessoria de imprensa da Secretaria de Saúde do Recife informou que o caso corre em segredo de Justiça e que só vai se pronunciar quando houver sentença. O coordenador do programa estadual de DST/AIDS afirma que situações como essa são raras atualmente.
Mas revela que o teste rápido só está disponível em cerca de 55% das maternidades.
Ele acredita que percentual semelhante reflete a cobertura do teste durante o pré-natal.
Um exemplo de que ainda há muito o que avançar. (JC)
CORREIO BRAZILIENSE-DF |
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29/NOVEMBRO/09 |








