Nobel de Medicina lamenta preços das vacinas contra o HPV
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Nosso acervo conta com mais de 5.000 publicações. Não apagamos a história porque alguém, em algum lugar, algum dia, poderá precisar saber de algo — e existe, sim, a possibilidade de este ser o único lugar onde este conteúdo ainda exista.
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| O ESTADO DE S. PAULO – SP | VIDA CAMISINHA | HPV 05/08/2010 Cientista alemão que descobriu relação entre o vírus e o câncer uterino pede mais estudos sobre infecções e tumores Fabiane Leite – O Estado de S.Paulo Descobridor da ligação entre a infecção pelo vírus HPV e o câncer de colo uterino, o alemão Harald zur Hausen, de 74 anos, prêmio Nobel de Medicina em 2008, lamentou ontem em São Paulo os altos preços das vacinas desenvolvidas a partir de suas pesquisas, iniciadas nos anos 70. “Infelizmente (a vacina é uma das mais caras que existe). Eu lamento. É muito cara especialmente para países como o Brasil. Mas, mesmo para o governo alemão, é difícil negociar preços. Pagamos caro”, afirmou o cientista, principal convidado da inauguração do Centro Internacional de Pesquisa e Ensino do Hospital do Câncer A. C. Camargo, que ocorre hoje na zona sul da capital paulista. “Espero que a produção do imunizante também por outras companhias farmacêuticas leve a maior competição e redução dos preços no futuro”, afirmou ainda o especialista. As vacinas contra o HPV, que protegem contra os dois tipos do vírus mais ligados ao câncer, têm dois produtores mundiais e chegam a custar hoje US$ 300, consideradas as três doses necessárias para a imunização, alertaram no mês passado pesquisadores da Universidade de Duke em artigo na revista Nature Biotechnology, em que defenderam a produção a baixo custo em países em desenvolvimento. O sistema público brasileiro ainda não oferta o produto, disponível em clínicas privadas e o custo é um dos impedimentos. Aponta ainda que são necessários mais estudos e que o principal método de prevenção no País ainda é a CAMISINHA, além da realização periódica do papanicolau. O câncer de colo de útero é o segundo mais frequente entre as brasileiras, só perde para o câncer de mama. São esperados 18.430 casos anuais no País. Hausen enfatizou que 21% de todos os tipos de câncer no mundo são relacionados a infecções por vírus e bactérias e defendeu mais pesquisas sobre essa relação. “Há possibilidade do envolvimento de infecções em doenças do sangue, há alguns indicadores de que podem estar envolvidas no desenvolvimento de câncer da mama, câncer colorretal. É possível também que doenças autoimunes estejam associadas à infecções”, enfatizou o cientista, que espera desenvolver projetos em conjunto com o novo centro paulistano. |
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