Obesos e diabéticos têm mais risco de morrer por gripe A
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DOCUMENTO HISTÓRICO E ACERVO
Nosso acervo conta com mais de 5.000 publicações. Não apagamos a história porque alguém, em algum lugar, algum dia, poderá precisar saber de algo — e existe, sim, a possibilidade de este ser o único lugar onde este conteúdo ainda exista.
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COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Portadores de doenças metabólicas crônicas, como obesidade e diabetes, têm 7,58 vezes mais risco de morte se forem contaminados pelo vírus da gripe A (H1N1), segundo estudo da Secretaria de Estado da Saúde baseado nas mortes pela doença em São Paulo em 2009.
As estatísticas do Centro de Vigilância Epidemiológica mostram que outras doenças crônicas também elevam o risco de morte, como as imunodepressivas, como a AIDS (4,17 vezes mais risco), as renais (3,72 vezes) e as cardíacas (3,4 vezes).
No ano passado, os hospitais paulistas registraram 196 pacientes da gripe A com doenças metabólicas -60 deles morreram (30%).
Segundo o infectologista David Uip, diretor do hospital Emílio Ribas, o diagnóstico e o tratamento de pacientes obesos é mais difícil, principalmente em doenças respiratórias graves, uma das complicações da gripe A.
Ainda de acordo com Uip, apesar de não haver estudos definitivos, observa-se que o sistema imunológico de pacientes com doenças metabólicas é mais fraco.
Campanha de vacinação
Segundo Clélia Aranda, coordenadora do levantamento que avaliou os prontuários de 10.249 pacientes com a gripe A no Estado, os resultados devem ajudar na elaboração da estratégia da campanha de vacinação, que deve começar em março.
Grávidas, crianças de até dois anos e pessoas com doenças crônicas (cardíacas, pulmonares etc.) terão prioridade para receber a vacina, segundo o Ministério da Saúde.
(IURI DE CASTRO TÔRRES)
FOLHA DE S.PAULO-
SP |
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SAÚDE |
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23/JANEIRO/2010 |
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