ONU lança campanha contra a AIDS nas cidades-sede da Copa
ONU lança campanha contra a aids nas cidades-sede da Copa O ministro da Saúde, Arthur Chioro, participou hoje (9) do lançamento da Campanha Proteja o Gol, do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre...
ONU lança campanha contra a aids nas cidades-sede da Copa
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, participou hoje (9) do lançamento da Campanha Proteja o Gol, do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids), em Salvador. Os promotores querem aumentar a consciência sobre o HIV, mobilizar jovens para o uso de preservativo e ampliar o acesso ao tratamento, que são os objetivos básicos de uma campanha contra a SIDA.
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O slogan da campanha é De Soweto a Salvador busca estabelecer um elo histórico e cultural entre o Brasil e a África do Sul, país-sede da última Copa, onde o Unaids promoveu a mesma campanha contra a AIDS.
Haverá distribuição de 2 milhões de preservativos nas cidades-sede da Copa e testes rápidos de HIV nas Fan Fests da Fifa. De acordo com o Unaids, a associação entre o vírus e o futebol tem como meta chegar ao público jovem, grupo vulnerável à contaminação.
“Cerca de 4,6 milhões de jovens entre 15 e 24 anos de idade vivem hoje com o HIV. Um número indeterminado não têm acesso ao tratamento, ou sequer conhece o seu estado sorológico. O diagnóstico e o tratamento precoce são fundamentais para salvar essas vidas”, disse o assessor sênior do Unaids no Brasil, Djibril Diallo.
Estima-se que mais de 35,3 milhões de pessoas tenham HIV em todo o mundo. No Brasil, são aproximadamente 718 mil.
Além do ministro, participaram o governador da Bahia, Jaques Wagner, o prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães Neto e o secretário-geral adjunto das Nações Unidas (ONU), Michel Sidibé. Estiveram também os netos do ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, Kweku Mandela e Ndaba Mandela.
Nota do editor de Soropositivo Web Site: É muito importante que num evento com as proporções planetárias que uma copa do mundo tem, haja uma campanha contra a AIDS.
Uma campanha deste tipo, nem evento que tem um impacto tremendo gera, naturalmente, um bom número de multiplicadores voluntários e incógnitos (às vezes até sem consciência disso) da luta contra a AIDS.
Não é apenas porque o Brasil é “modelo de tratamento” (este modelo anda cada vez mais cambeta) e, sim, porque no Brasil, assim como em outras partes do mundo, o perfil da pessoa vivenco com HIV ou AIDS mudou dramaticamente e já nao seria possível identificar uma pessoa com o HIV apenas com “um olhar clínico”. O perfil da pessoa soropositiva mudou.
O portador de HIV em tratamento é uma pessoa de aparência saudável, corada, muito diferente do estereótipo que se formou no inconsciente coletivo.
Isso é bom, mas tem um aspecto a ser avaliado.
Quem vê cara, não vê AIDS e é imprescindível que esta campanha contra a AIDS mostre isso e, um plus meu: Sua vida vale mais que uma rapidinha, sua vida vale mais que uma transa
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