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Correio Braziliense | Editoria: | Pág. | Dia / Mês/Ano: |
Opinião |
| 18/NOVEMBRO/07 |
Quebrei meus óculos de leitura em pleno domingo e fiquei à mercê de filmes dublados e programas de TV. Assisti na Record ao "Tudo é possível", com a apresentadora Eliana. Qual não foi a minha surpresa quando apresentaram um desfile cuja estilista ampara uma turma de adolescentes carentes que, ao mesmo tempo em que criam obras de arte e vestidos, recebem orientações sobre sexo. Seria muito louvável se as roupas e artesanatos em geral não fossem feitos com camisinhas! Um dos vestidos era feito com mais de 10 mil delas; outro, com mais de 6 mil; e assim por diante. Além disso, fazem quadros, tapeçaria – tudo com preservativos! Fica a pergunta: de onde vêm tantas camisinhas? Se o Ministério da Saúde informa que os estoques estão zerados nos postos de saúde e que só em dezembro a distribuição será normalizada, onde a ONG as conseguiu? Se são camisinhas com prazo vencido, onde estavam até então? Se foram doadas, quem as doou? Os trabalhos são maravilhosos. Porém é a mesma coisa que tomar banho com leite de cabra para amaciar a pele enquanto milhares de crianças morrem por desnutrição.
Carmen Oliveira, Condomínio Mônaco
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Ponto a Ponderar
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