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Jornal de Brasília |
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Política |
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09/DEZEMBRO/07 |
Passados dois meses da eleição interna realizada no fim de 2007, o PT define neste fim de semana a composição da equipe que comandará o partido sob a liderança do presidente reeleito, deputado Ricardo Berzoini (SP). Em reunião marcada para hoje e amanhã, em Brasília, o novo Diretório Nacional será empossado e, em seguida, elegerá a nova Executiva Nacional. Composto por 81 nomes apresentados pelas chapas participantes da eleição, o diretório dita o posicionamento do partido. Na prática, entretanto, a gestão do PT no dia-a-dia fica a cargo dos 18 membros da Executiva, nomeados pelo diretório. Segundo posto na hierarquia partidária, a Secretaria-Geral deve ficar com o deputado e candidato derrotado à presidência do PT, José Eduardo Martins Cardozo (SP). A vaga também é cobiçada pelo também parlamentar Jilmar Tatto (SP).
Outro posto que geralmente desperta disputa é a Secretaria de Finanças, que tende a permanecer nas mãos do tesoureiro Paulo Ferreira, aliado do deputado Ricardo Berzoini.
Tanto a composição do diretório como da Executiva Nacional refletem o resultado das urnas na eleição interna. Cada corrente obtém, nessas instâncias, número de cadeiras proporcional à quantidade de votos. O antigo Campo Majoritário – grupo integrado por Berzoini e por nomes como o ex-ministro José Dirceu – continuará com o maior número de vagas: 34 no diretório e 8 na Executiva.
Além de eleger a nova Executiva, o diretório petista vai instalar o Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE). Apesar de instâncias municipais serem encarregadas da grande maioria dos preparativos da eleição deste ano, o GTE contribui para a elaboração da política de alianças e ajuda a definir a linha a ser seguida por candidatos.
A definição da nova direção coincide com a data do aniversário de 28 anos da sigla, domingo. O partido optou por adiar a comemoração para o dia 13, quando será organizada uma festa para cerca de 1.200 pessoas, com a presença do presidente Lula.
Cuba
Entidades que defendem portadores do vírus da AIDS e o Conselho de Medicina do Estado de São Paulo acusam o PT de endossar critérios preconceituosos em uma seleção para interessados em estudar Medicina em Cuba. No dia 22 de janeiro deste ano, o partido anunciou em seu site abertura de processo pré-seletivo para 10 vagas na Escola Latino-Americana de Medicina (Elam). E informa que, por exigência do Governo cubano, os candidatos terão de apresentar exame de HIV "com firma reconhecida da assinatura do médico responsável", atestado de saúde física e mental e, no caso de mulheres, exame de gravidez. No Brasil, a discriminação a portadores de doenças é vetada pela Constituição Federal e a exigência de testes de HIV em qualquer circunstância foi banida por leis e normas federais, estaduais e municipais. "O problema é que a exigência supera a ética e atinge a dignidade humana, defendida por nossa Constituição", afirmou Henrique Carlos Gonçalves, presidente do Conselho de Medicina do Estado de SP.







