A infecção pelo HIV em crianças no Brasil consiste em um problema de saúde pública de grande ascendência desde o início da epidemia da AIDS, totalizando um número de 2.358 casos notificados em menores de 13 anos de idade, ou seja, 3,08% dos 76.396 casos de 1980 até 1995, considerando-se o número crescente de casos a cada ano.
A transmissão perinatal mantém-se como predominante, com I.733 casos até o final de 1995, apesar das taxas de risco terem reduzido de 30-70% no início da epidemia, para 14-30% atualmente, com tendências a baixarem ainda mais com a administração de AZT para a mãe na gestação, antes e durante o parto e para o recém-nascido após o parto.
A despeito desse fato, o que se tem observado em outras categorias de exposição, como a transmissão sexual, seja hetero ou homossexual, e o uso de drogas injetáveis é o aumento do número de casos dentro da faixa etária entre 10-14 anos, ressaltando-se a grande tendência a cruzar-se estas duas condições de exposição em um mesmo paciente.
Especificamente, no que se refere à transmissão via transfusão sangüínea, houve uma diminuição no número de casos notificados em decorrência da legislação de controle do uso de sangue e derivados do ano de 1986.
Existe ainda uma parcela de casos dos quais não está definida a categoria de exposição.
A distribuição por faixa etária dos casos de infecção por HIV na infância, relacionando o total de casos notificados entre 1980 – 1995 é a seguinte:
- Menores de um ano – 843 casos;
- Um a quatro anos – 1005 casos;
- Cinco a nove anos – 364 casos;
- Dez a catorze anos – 224 casos.
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