Travestis e transexuais podem usar nome social nas escolas públicas do DF. Os nomes constarão nos Diários de Classe. Portaria neste sentido, foi assinada pela secretária de Educação, em exercício, Eunice Santos, para publicação no Diário Oficial do DF.
“Esta é uma forma de transmitirmos aos nossos estudantes, que estão em processo de formação, o senso de aceitação e respeito à diversidade”, afirma a secretária. Para ela, a Secretaria de Educação tem o dever de colaborar para combater o preconceito e a discriminação nas escolas. O estudo Revelando tramas, descobrindo segredos: violência e convivência nas escolas, realizado pela Rede de Informação Tecnológica Latino Americana (Ritla), por solicitação da Secretaria de Educação do DF, demonstra que o preconceito e a discriminação estão presentes na rede pública de ensino.
De acordo com a pesquisa, 16,3% dos alunos com mais de 18 anos não gostariam de ter ho-mossexuais como colegas de classe. Entre os que têm entre 17 e 18 anos, o índice sobe para 20,5%. Quanto mais jovens, mais o preconceito aumenta. Na faixa de alunos com menos de 11 anos, 48,7% não gostariam de ter homossexuais como colegas de classe.
JORNAL DE BRASÍLIA | Editoria: | Pág. | Dia / Mês/Ano: |
CIDADES |
| 11/FEVEREIRO/2010 |
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