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01/FEVEREIRO/2010 |
Zuma acusado de contradizer-se em política de HIV-SIDA
Joanesburgo – O maior partido da oposição na África do Sul acusou o presidente Jacob Zuma de contradizer a mensagem do governo na área da prevenção contra o HIV-SIDA através das suas próprias acções, anunciou hoje (segunda-feira) a BBC.
A Aliança Democrática acusou Zuma, em comunicado, de ter sido pai em Outubro do ano passado de uma menina nascida fora do casamento.
A alegada amante do presidente, Sonono Khoza, ainda não comentou a notícia publicada na primeira página do jornal Sunday Times, este domingo. Nem Zuma nem o seu partido, o ANC, no poder quiserem igualmente pronunciar-se.
No início do ano, o presidente casou-se pela quinta vez e apesar de rumores sugerirem que Jacob Zuma seja pai de pelo menos 20 filhos, o líder sul-africano sempre se recusou a confirmar o número exacto.
A mulher, de 39 anos, trabalha num banco. Sonono Khoza é filha de um amigo pessoal do presidente – Irvin Khoza, presidente do comité organizador do Mundial de 2010 e uma das figuras mais influentes no futebol do país.
Os apoiantes de Zuma insistem que se trata de um assunto privado, mas mesmo que a história seja confirmada, não seria a primeira vez que o presidente contradizia a política governamental anti-HIV.
Em 2006, quando foi ilibado das acusações de rapto, Zuma admitiu publicamente que tinha errado ao ter tido relações sexuais sem protecção.
A Aliança Democrática diz que as alegações voltam a mostrar como o presidente está a ameaçar os esforços de combate ao HIV-SIDA ao ter relações sexuais sem protecção com várias parceiras.
Depois da questão da poligamia, a vida pessoal de Jacob Zuma volta a fazer as manchetes dos jornais.








