Novos métodos CONTRACEPTIVOS podem ser

Novos métodos CONTRACEPTIVOS podem ser solução para controle de alta taxa de natalidade em países pobres

Ao longo da próxima década, algumas novas e impressionantes tecnologias de combate à pobreza serão difundidas pelo mundo. São chamadas de CONTRACEPTIVOS. Trata-se de uma revolução da alta tecnologia que afetará um número maior de pessoas e de modo mais íntimo do que todos os outros avanços tecnológicos. Os produtos da nova geração de artigos para o planejamento familiar serão mais baratos, mais eficazes e mais fáceis de usar – podem ser para os diafragmas e PRESERVATIVOS de hoje o mesmo que um smartphone representa para os imensos celulares de 20 anos atrás.

Os métodos CONTRACEPTIVOS existem desde o Egito antigo, quando os casais recorriam a PRESERVATIVOS feitos de linho. Ainda assim, passados três milênios, apesar de sermos capazes de interceptar um míssil no espaço sideral, muitas vezes somos batidos pela astúcia de um espermatozoide desgarrado.

Em grande medida, isso se deve ao fato de as pesquisas na área da contracepção receberem um financiamento pífio; quem dera o planejamento familiar fosse tratado com a mesma seriedade dedicada ao combate à calvície! Essas pesquisas não recebe os recursos que merecem – temos câmeras digitais avançadíssimas e métodos de planejamento familiar de décadas atrás.

A situação é especialmente difícil nos países pobres, nos quais cerca de 215 milhões de mulheres não desejam engravidar e não conseguem obter CONTRACEPTIVOS modernos, de acordo com números da ONU. Um dos resultados disto é a contínua pobreza e instabilidade observada nestes países: é impossível combater a pobreza com eficácia quando a taxa de natalidade é estratosférica.

Mas novas e impressionantes tecnologias ANTICONCEPCIONAIS estão passando por testes e devem ajudar a resolver o problema. Os novos produtos devem chegar ao mercado nos próximos anos.

Um deles é um ANEL VAGINAL que libera hormônios. Já existe um anel deste tipo no mercado, mas sua duração é de apenas um mês. A nova versão dura um ano e está sendo desenvolvida pelo Population Council, uma organização internacional sem fins lucrativos que realiza pesquisas na área da saúde reprodutiva.

A terceira fase de testes do anel foi concluída, envolvendo mais de 2.200 mulheres nos EUA e em outros países, e Ruth Merkatz, diretora de desenvolvimento do Population Council, afirma que a eficácia do novo produto é alta. Outro aspecto que deve tornar os anéis acessíveis é o preço. John Townsend, diretor do programa de saúde reprodutiva do Population Council, estimou que o preço do anel nos países em desenvolvimento seria de US$ 5 a US$ 10 por um ano de efeito CONTRACEPTIVO.

Os pesquisadores estão começando a testar o anel com outros medicamentos. O acréscimo de um microbicida aos anéis pode ajudar a prevenir a disseminação do HIV e de outras doenças sexualmente transmissíveis. Além disso, os pesquisadores estão testando se um composto de ação lenta usado no anel pode reduzir o risco de desenvolvimento de certos tipos de câncer.

Outro novo CONTRACEPTIVO que pode ter um impacto vasto é o implante sob a pele de um pequeno par de hastes que libera hormônios. Esse implante já é comercializado na China e na Indonésia sem que tenham surgido até o momento efeitos colaterais. A única desvantagem é a necessidade de um enfermeiro treinado para inserir e retirar o implante.

Há muito tempo o planejamento familiar tem sido um elo perdido na tentativa de superar a pobreza. Meio século após o desenvolvimento da PÍLULA, é hora de tratar o tema como prioridade e um direito humano básico para mulheres e homens de todo o mundo. / TRADUÇÃO DE AUGUSTO CALIL É COLUNISTA E REPÓRTER ESPECIAL

 

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