Dengue, AIDS e mortalidade infantil são desafios para governo de SP
Em Peruíbe, mortalidade infantil preocupa autoridades. Série Desafios São Paulo exibe reportagens sobre eleições Aumento dos casos da dengue, avanço da AIDS e mortalidade infantil são...
Em Peruíbe, mortalidade infantil preocupa autoridades.

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Série Desafios São Paulo exibe reportagens sobre eleições Aumento dos casos da dengue, avanço da AIDS e mortalidade infantil são alguns dos problemas que devem estar na pauta do futuro governador de São Paulo. Na terceira reportagem da série Desafios SP, do Bom Dia São Paulo, o repórter Fernando Rocha foi conhecer o tema que preocupa muitos paulistas. Em Ribeirão Preto, no interior do estado, equipes de saúde pública saem à caça do inimigo: o mosquito da dengue. Um dos alvos preferidos do inseto é o pneu. Em uma borracharia da cidade, agentes da prefeitura derrubam uma pilha de pneus para realizar a fiscalização. “Basta um mosquito pra contaminar ate 30 pessoas. Então, você multiplica: há milhares aqui. Quantas pessoas podem adoecer”, diz coordenador do combate ao mosquito em Ribeirão Preto, Maria Lúcia Biagini. Até mesmo quem trabalha na área de saúde pegou a doença, como a agente Samanta dos Santos. “Nenhum de nós está livre disso”, comenta ela. Os números mostram que o estado de São Paulo passou por uma epidemia de dengue nos primeiros meses do ano. Setenta por cento dos casos estão concentrados em 20 municípios. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, de janeiro a junho deste ano foram 157.200 casos de dengue em todo o estado. Ribeirão Preto é a cidade recordista de casos: foram 13.007, seguida de São José do Rio Prto (8.604) e Araçatuba (6.067). O sintomas da dengue comum são parecidos com os da gripe: dor no corpo, febre, dor de cabeça. Na dengue hemorrágica, a mais perigosa , o doente também tem sangramentos no nariz, boca e gengiva. “Chegando esse período de verão, onde você tem uma intensidade da chuva e a oferta de recipientes que acumula água,, então você tem essa infestação altíssima, consequentemente tendo esse número de casos”, diz a diretora da divisão de Vigilância em Saúde, Maria Luiza de Santa Maria. AIDS Na noite de São Paulo ronda outro inimigo: o vírus da AIDS, transmitido principalmente pelo consumo de drogas injetáveis e nas relações sexuais desprotegidas. Homens que fazem sexo com homens correm mais riscos, mas o número de mulheres contaminadas vem crescendo. Nos últimos anos vem aumentando o número de mulheres contaminadas pelo parceiro que tem relações fora do casamento. A melhor defesa é usar CAMISINHA. O infectologista Ricardo Soubhie Diaz, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), diz que só a minoria tem o hábito de usar a CAMISINHA. “Não passa de 30% o número de pessoas que usa consistentemente a CAMISINHA em todas as relações na maior parte dos grupos populacional”, diz Diaz. No estado de São Paulo, 74 mil pessoas recebem o coquetel de remédios contra o vírus da AIDS. Segundo especialistas, a eficiência dos medicamentos aumenta ano a ano, mas em 30% dos casos o tratamento tem efeito menor. Um empresário que não quer se identificar descobriu que estava doente em 1988. O vírus que ele tem resiste à ação dos remédios. Mesmo assim, ele não perde a esperança. “O HIV me fez uma pessoa melhor. Teve momentos horríveis de saúde, internação”, diz o empresário. Realidades diferentes Duas cidades, duas realidades diferentes. A pequena Santo Antônio da Alegria tem um dos mais altos índices de qualidade de vida do estado. Em Peruíbe, no litoral Sul, a mortalidade infantil assusta. São 24,3 mortes para cada mil nascidos vivos. Em todo o estado, este índice é de 12,6 para cada mil nascimentos. Peruíbe foi a cidade com o maior índice de mortalidade infantil em 2008. As mães não confiam na qualidade do serviço de saúde da cidade. Há quem prefira dar a luz em outras cidades. Na zona rural, o posto de saúde funciona apenas uma vez por semana. Mas a situação começa a mudar. O Rotary Clube doou equipamentos para a maternidade de Peruíbe. O número de recém-nascidos mortos começou a diminuir. “Fizemos a doação de um berço aquecido, de uma incubadora, que faz com que a criança tenha uma sobrevida maior”, diz o presidente do Conselho Municipal de Saúde de Peruíbe, Alberto Carlos de Sousa. Além do trabalho do banco de leite, a visita de agentes de saúde tem conseguido reduzir a mortalidade infantil, em Peruíbe. Em Santo Antônio da Alegria, o número de médicos por habitantes está acima da média. “Nós temos trabalhando aqui cerca de 9/10 médicos diários. Para uma população de 6 mil habitantes, é excelente”, diz José Afonso Rios, médico o Programa Saúde da Família. “Cem por cento asfaltado, uma cidadezinha limpa com 100% de esgoto tratado. Então, nós vivemos num paraíso aqui”, comemora um morador.
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