Epidemia da Aids está estabilizada em Campinas
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Nosso acervo conta com mais de 5.000 publicações. Não apagamos a história porque alguém, em algum lugar, algum dia, poderá precisar saber de algo — e existe, sim, a possibilidade de este ser o único lugar onde este conteúdo ainda exista.
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Cosmo Online | Editoria: | Pág. | Dia / Mês/Ano: |
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| 30/NOVEMBRO/07 |
Delma Medeiros / Agência Anhangüera 30/11/2007 – Duas décadas depois das primeiras notificações e do boom de casos no final dos anos 90, Campinas vive uma estabilização da epidemia de Aids. "A partir de 2000, na média brasileira, a epidemia tende a se estabilizar, com um ligeiro declínio no Sul e Sudeste. Em Campinas, a partir de 1999, a situação é similar. No entanto, desde 2003, a redução de casos foi mais significativa", afirma a coordenadora do Programa Municipal de DST/Aids, Maria Cristina Ilário. Em 2003, Campinas notificou 325 novos casos de Aids, índice que caiu para 246 em 2006. "Esse número representa um avanço. É motivo de comemoração e mostra que não só o poder público, mas a sociedade tomou uma atitude importante no controle da doença. Isso significa que as ações de prevenção estão no caminho certo." Porém, alguns segmentos específicos apresentam crescimento na incidência, como homens e mulheres acima de 50 anos, entre adolescentes homossexuais masculinos e em mulheres heterossexuais jovens, na faixa de 30 a 39 anos. "O número de casos está menor, mas a proporção de mulheres jovens infectadas cresceu mais do que em anos anteriores", explica Cristina. Nos homens, a prevalência maior se dá entre heterossexuais de 30 a 49 anos. "De modo geral, em Campinas a epidemia é preferencialmente heterossexual e adulta", diz Cristina. Até pouco tempo, a faixa de maior concentração era de 20 a 39 anos, e nos últimos anos houve um deslocamento para a faixa de 30 a 49 anos. "Também cresceu em maior velocidade, apesar de em menor número, em pessoas acima de 50." A principal causa de infecção da Aids na cidade é por relação sexual insegura entre heterossexuais (48,1% dos homens e 87% das mulheres), e em segundo pelo sexo sem proteção entre homens homossexuais (39%). A contaminação pelo uso compartilhado de agulhas e seringas ocupa a terceira posição (10,6% nos dois gêneros), o que comprova a eficácia do Programa de Redução de Danos (PDR). "Não temos como dizer se diminuiu o número de usuários de drogas injetáveis, mas com certeza melhorou a proteção", diz Cristina. Outros motivos de comemoração, segundo a coordenadora, são a redução da transmissão vertical (de mãe para filho) e o aumento da testagem em mulheres. Em 2001, foram três casos de HIV em crianças menores de 1 ano, e cinco na faixa de 1 a 4 anos. Nesses casos, em geral o diagnóstico só pode ser feito após os 18 meses, portanto essas crianças foram infectadas possivelmente em 1999. No ano passado, foi notificado um caso de infecção em criança de 1 a 4 anos, e nenhum em menor de 1 ano.
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