FONTES ANTERIORES AO HIV/AIDS – Parte 1
AVISO IMPORTANTEEste texto é informativo e não substitui avaliação médica. Eu escrevo também a partir da minha experiência como paciente, mas decisões sobre exames, diagnóstico e tratamento devem ser...
Tópicos Tratados Nesta Página
Nosso acervo conta com mais de 5.000 publicações. Não apagamos a história porque alguém, em algum lugar, algum dia, poderá precisar saber de algo — e existe, sim, a possibilidade de este ser o único lugar onde este conteúdo ainda exista.
Este site é mantido de forma totalmente independente por Cláudio Souza, diagnosticado com HIV/AIDS em 1994 e enfrentando, mais recentemente, os diagnósticos de Insuficiência Pancreática Exógena e Miastenia Gravis.
Embora 99% dos medicamentos necessários sejam obtidos via farmácia de alto custo do SUS em Santos, tratamentos essenciais como a colesteramina (Questran) possuem um custo extremamente elevado e sem subsídio.
Se você pode e quer ajudar a manter esta história no ar, faça um PIX de qualquer valor:
FONTES ANTERIORES AO HIV/AIDS – Parte 1
Embora a gama de possíveis fontes preexistentes de estigmatização que têm sido ligadas ao HIV e à AIDS varie muito e tome formas específicas em contextos sociais e culturais diversos, é possível, de qualquer forma, com base na literatura já existente (ver, por exemplo, Malcolm et al., 1998), identificar pelo menos quatro eixos ou domínios principais que parecem estar quase que universalmente presentes em todos os países e culturas na evolução de suas respostas ao HIV e à AIDS:(1) estigma em relação à sexualidade;
(2) estigma em relação ao gênero;
(3) estigma em relação à raça ou etnia; e
(4) estigma em relação à pobreza ou à marginalização econômica. Normalmente, o primeiro destes domínios a se tornar visível é o estigma sexual. Precisamente porque a infecção pelo HIV tem sido intensamente associada à transmissão sexual, e na maior parte das sociedades teve seu impacto inicial em relação a populações cujas práticas e/ou identidades sexuais eram de alguma maneira fora das normas ou diferentes dos padrões hegemônicos existentes. Nesse caso, a relação complicada e continua entre as formas preexistentes de estigmatização sexual e o desenvolvimento da estigmatização, discriminação e negação relacionadas ao HIV e à AIDS foi especialmente profunda. Os primeiros entendimentos sobre a AIDS estavam ligados às imagens da homossexualidade e das relações homossexuais (Public Media Center, 1995). Entretanto, o seu impacto intercultural e histórico nunca será suficientemente ressaltado (ver Treichler, 1988, 1999). A associação do HIV e da AIDS à homossexualidade e depois a outras formas de estigmatização, como a prostituição a promiscuidade e o desvio sexual (e a diferença sexual), marca mais amplamente toda a história da epidemia e continua a funcionar ainda hoje como o aspecto mais enraizado do estigma, da estigmatização e da discriminação relacionados ao HIV e à AIDS. Esses estigmas que associam o HIV e à AIDS à homossexualidade e a outros “desvios sexuais” são tipicamente tolerados e tacitamente aceitos nas sociedades em todo o mundo
Se você gosta deste trabalho, se ele te ajudou de alguma forma, deixe um comentário abaixo — eu leio todos e sempre respondo, mesmo que demore um pouco.
E se quiser, mande um Pix de R$ 0,25 pelos 25 anos de trabalho:
Chave Pix: solidariedade@soropositivo.org
Você também pode me escrever para: claudio@soropositivo.org
Fale com o Blog Soropositivo
Tem uma pergunta, sugestão ou quer falar sobre janela imunológica, sexo oral, PEP, PrEP ou outro assunto? Use o formulário abaixo.
Erro: Formulário de contato não encontrado.
Descubra mais sobre
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

No Comment! Be the first one.