SUS vai retirar silicone em transexuais
DOCUMENTO HISTÓRICO E ACERVO Nosso acervo conta com mais de 5.000 publicações. Não apagamos a história porque alguém, em algum lugar, algum dia, poderá precisar saber de algo — e existe, sim, a...
Nosso acervo conta com mais de 5.000 publicações. Não apagamos a história porque alguém, em algum lugar, algum dia, poderá precisar saber de algo — e existe, sim, a possibilidade de este ser o único lugar onde este conteúdo ainda exista.
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Embora 99% dos medicamentos necessários sejam obtidos via farmácia de alto custo do SUS em Santos, tratamentos essenciais como a colesteramina (Questran) possuem um custo extremamente elevado e sem subsídio.
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Transexuais e travestis de todo o Estado de São Paulo terão acesso, a partir da próxima semana, à cirurgia para retirada de silicone industrial do corpo pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Um ambulatório destinado especialmente para este grupo, inaugurado em junho passado, na capital, oferecerá o procedimento em parceria com o Hospital de Diadema de forma gratuita. “O silicone industrial não é próprio para o organismo e é injetado de forma inadequada, o que provoca deformidades e problemas de saúde para estas pessoas. A sua retirada é fundamental para o resgate da saúde e da auto-estima dos pacientes”, afirma Maria Clara Gianna, coordenadora do Centro de Referência e Tratamento (CRT) em DST/AIDS, onde está instalado o Ambulatório de Atenção Integral à Saúde das Travestis e Transexuais. A unidade oferece também a este grupo outros serviços como a hormonoterapia e a cirurgia de readequação sexual. Anualmente são realizados três procedimentos cirúrgicos para mudança de sexo em parceria com o Hospital das Clínicas. A meta deste ano é quadruplicar este número e realizar uma cirurgia do tipo por mês. Gianna explica que o ambulatório vem para ajudar a combater o preconceito na área da saúde. “Esse ambulatório pode mudar uma carga de preconceito que vários serviços de saúde ainda tem na atenção às travestis e transexuais. È nosso objetivo instalar serviços como este em todo o Estado de São Paulo e que todos independentemente de sua orientação sexual, raça ou credo possam ter uma assistência adequada dentro do SUS”, diz.
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