Enfermeiros querem menos insegurança
AVISO IMPORTANTEEste texto é informativo e não substitui avaliação médica. Eu escrevo também a partir da minha experiência como paciente, mas decisões sobre exames, diagnóstico e tratamento devem ser...
| COLETIVO – DF | CIDADES AIDS | LGBT 23/06/2010 Funcionários do Hospital Regional organizaram novo protesto contra problemas vividos pela Saúde do GDF Rafael Mouad rbueno@jornaldacomunidade.com.br Re Enfermeiros do Hospital Regional de Ceilândia (HRC) pararam as atividades e realizaram um novo protesto, na manhã de hoje, contra a falta de segurança no trabalho. De acordo com enfermeiras que participaram do movimento, cerca de 70 funcionários aderiram ao protesto. O motivo principal das manifestações foi a agressão de um TRAVESTI a uma enfermeira do hospital na última segunda-feira. Contaminado pelo vírus HIV – transmissor da AIDS -, de acordo com testemunhas, após ter se irritado pela demora no atendimento de uma suposta companheira, o indivíduo retirou sangue do próprio braço e injetou nas mãos da supervisora de enfermagem. Foto: Dênio Simões Enfermeiros do HRC estão cansados dos riscos que sofrem para atender a população e pedem mais segurança no hospital Em nota, a Secretaria de Saúde do DF divulgou que o TRAVESTI estava exaltado e agressivo e invadiu a sala de medicação, pegou uma seringa de 10 ml, aspirou o próprio sangue e gritava que era “SOROPOSITIVO” e injetaria sangue na primeira pessoa de branco que encontrasse. A secretaria informou também que, ao ser solicitada a presença do corpo médico, a enfermeira agredida pelo TRAVESTI perfurou quatro vezes na região dorsal da mão esquerda, sendo injetado sangue na mesma. Uma outra técnica de enfermagem, que tentou imobilizar a agressora também foi agredida e mordida no antebraço esquerdo, recebendo vários golpes com a seringa na perna direita. O órgão do GDF informou ainda que a paciente C. L. foi prontamente atendida e medicada pela equipe médica, conforme anotações na Guia de Atendimento de Emergência (GAE). Após as agressões, as enfermeiras receberam atendimento médico, que iniciou o tratamento indicado contra o vírus HIV. Em seguida, elas foram encaminhadas à 15ª DP para registrar a ocorrência e ao Instituto Médico Legal (IML) para exame de corpo de delito. As servidoras estão recebendo o apoio necessário da Direção do HRC e da Secretaria de Saúde do DF. De acordo com o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde (SindSaúde-DF), Antônio Agamenon Torres Viana, é preciso uma reformulação na saúde do DF com políticas de gestão e qualidade no atendimento. “O principal objetivo da mobilização, hoje, é contra as condições de trabalho que os servidores estão submetidos, contra as condições estruturais que a Secretaria de Saúde coloca para que o servidor dê atendimento à população de Ceilândia. A falta na estrutura ofereça atendimento aos pacientes causa irritação aos que precisam ser atendidos”, finalizou. |
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