Fórum de ONG/AIDS de São Paulo dá início ao processo de exclusão de entidades que não tenham ‘participação política’
29/05/2007 – 15h20
“Coragem”. Foi com essa palavra que José Araújo, diretor da AFXB (Centro de Convivência para Crianças que Vivem com HIV/Aids em São Paulo), elogiou a postura da diretoria do Fórum de ONG/Aids do Estado de São Paulo, ao menos no que tange ao “recadastramento” das entidades filiadas. De acordo com Araújo, o Fórum está promovendo uma espécie de “censo” para saber quais as organizações que realmente comparecem às reuniões ordinárias (também conhecida como “assembléia geral”, de acordo com o estatuto da entidade). Em suma: quais as instituições que, de fato, possuem alguma “participação política”. Ainda de acordo com o ativista paulista, com essa iniciativa, a direção do Fórum de ONG/Aids do Estado de São Paulo estaria “fazendo cumprir o estatuto”.
O parágrafo quarto (do artigo XVI do estatuto da organização), que trata “da admissão” e também da “permanência” das entidades ligadas ao Fórum, diz o seguinte:
A permanência da ONG, no FÓRUM DAS ONG AIDS DO ESTADO DE SÃO PAULO, estará vinculada ao índice de freqüência regulamentado no regimento interno.
Segundo o Art. 16.º, do capítulo IV do regimento interno, “a permanência da ONG, no FÓRUM DAS ONG AIDS DO ESTADO DE SÃO PAULO, estará vinculada ao cumprimento de suas obrigações sócias e de uma freqüência em pelo menos um quinto (1/5) das AG [Assembléia Geral] em um período de um ano.” Ou seja, a direção do Fórum pode (e deve) excluir entidades que não compareçam a um número mínimo de encontros anuais.
“Algumas ONGs que se dizem ONG, não são ONGs, elas vivem de realizar eventos”, avalia José Araújo. “Muitas ONGs não foram aceitas nesse EEONG [Encontro Estadual de Ong Aids do Estado de São Paulo], ela até existe, mas não tem participação política”, explica Araújo, referindo-se ao evento que acontece neste momento em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. Sobre os participantes do encontro, que termina na quarta-feira (30/05), ele acredita que “são pessoas realmente ativas no movimento.”
A manifestação pública de José Araújo, diretor da AFXB, ocorreu durante palestra realizada na tarde de segunda-feira (28/05), na qual ele tratou do ativismo dentro do movimento de luta contra a Aids (focado na “questão estadual”, ressaltou). Fundado oficialmente em outubro de 1997, o Fórum, de acordo com a própria entidade, “conta hoje em todo o Estado” com 162 organizações filiadas (saiba mais).
Léo Nogueira
Descubra mais sobre Blog Soropositivio Arquivo HIV
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.
