Gel microbicida anti-HIV 100% brasileiro será testado em Londres, informa o jornal do Brasil
, Agência de Notícias da Aids Editoria: Pág. Dia / Mês/Ano: 17/JANEIRO/08 16/1/2008 – 10h40 A edição desta quarta-feira, 16, do Jornal do Brasil traz reportagem sobre avanços no...
Temas Cobertos Nesta Publicação
Agência de Notícias da Aids | Editoria: | Pág. | Dia / Mês/Ano: |
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| 17/JANEIRO/08 |
16/1/2008 – 10h40
A edição desta quarta-feira, 16, do Jornal do Brasil traz reportagem sobre avanços no desenvolvimento de um gel microbicida eficiente contra o HIV. Os cientistas brasileiros envolvidos na pesquisa estão em Londres para testar a substância em tecido humano. Por enquanto, só foram feitos estudos da substância com células. O coordenador da pesquisa explicou que, se os testes forem bem sucedidos, o caminho estará aberto para o estudo com humanos no ano que vem. Ele acredita que em seis anos o remédio estará no mercado, com produção totalmente nacional. Leia a reportagem na íntegra.
BRASIL AVANÇA NA PRODUÇÃO DE MICROBICIDA ANTI-HIV
O Brasil avançou mais uma etapa importante no projeto de desenvolvimento de um gel microbicida eficiente contra o vírus HIV. Os cientistas envolvidos na pesquisa estão em Londres para testar a substância em tecido humano do cérvix uterino, onde o creme seria aplicado. Os resultados dos exames ficam prontos em março e o próximo passo são os testes em humanos.
- Já fizemos estudos da substância com células, mas este é mais importante porque é num tecido completo, com todas as camadas, de uma parte do útero com grande chance de ser infectada pelo vírus. A substância agiria exatamente nesse local. Vamos ver se nessa situação o gel também bloqueia a ação do vírus – detalha o chefe do Laboratório de Imunologia Clínica do Instituto Oswaldo Cruz, Luiz Castello Branco.
- Os estudos com animais e células já mostraram que a substância tem uma capacidade de prevenção da doença de 90%. O medicamento age contra tipos resistentes do vírus, criando uma barreira não só física, como farmacológica. Achamos que ele pode até funcionar como medicamento oral – completa Castello Branco.
- Vamos aprender a tecnologia lá e até o final do ano teremos a técnica implantada no Brasil – conta Castello Branco.
- O retroviral age em duas fases do ciclo de vida do vírus, ao contrário da maioria dos remédios – comemora o pesquisador.
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