Homens gays e jovens adultos heterossexuais apresentam taxas elevadas de DST
Nova informação de vigilância publicada pela Health Protection Agency demonstra que houve um agravamento significativo da saúde sexual de homens gays e de outros homens...
Nova informação de vigilância publicada pela Health Protection Agency demonstra que houve um agravamento significativo da saúde sexual de homens gays e de outros homens que têm sexo com homens em Inglaterra havendo grande incidência de DST.
As infecções também permaneceram elevadas entre jovens heterossexuais com idades compreendidas entre os 15 e os 24 anos.
No total, houve um aumento de 2% no número de infecções sexualmente transmissíveis reportadas em 2011 em comparação com 2010. Mas os casos de gonorreia e sífilis aumentaram em 25 e 10% respetivamente.
Embora o aumento do número de diagnósticos esteja parcialmente atribuído à melhoria de testes e de vigilância, os médicos acreditam que as taxas elevadas de sexo desprotegido estejam a levar à transmissão contínua de infecções sexualmente transmitidas.
Investigadores da HPA estão especialmente preocupados com o aumento de 25% nos diagnósticos da gonorreia. A infeção está a tornar-se cada vez mais difícil de tratar devido a novas estirpes resistentes a antibióticos.
Análises feitas a tendências de longo prazo mostraram que as taxas da sífilis, herpes genital e verrugas genitais aumentaram todas de forma significativa desde 2002. O aumento deste ano segue uma descida modesta no número de infecções diagnosticadas em 2010.
Tal como em anos anteriores, os gays e outros homens que têm sexo com homens apresentaram taxas elevadas de infecções sexualmente transmissíveis. Três quartos dos casos de sífilis em 2011 encontravam-se neste grupo, tal como 50% dos diagnósticos de gonorreia.
O número de casos de gonorreia em homens gays e bissexuais aumentou em cerca de 61% comparando com 2010, 48% em casos de clamídia, aumento de um terço em casos de herpes genital, mais de um quarto para casos de sífilis e 23% para as verrugas genitais.
Uma proporção substancial dos casos de gonorreia nesta população envolveu zonas corporais extragenitais. Cerca de 16% das infecções localizaram-se na cavidade oral, e 20% dos casos localizados no reto. Os autores acreditam que é provável que estes números representem uma estimativa inferior ao suposto.
Vários factores parecem ter contribuído para a explosão de diagnósticos em homens gay. O grande aumento de gonorreia é parcialmente atribuído à melhoria de testes e vigilância. Os testes altamente sensíveis com amplificação do ácido nucleico (NAATs) são agora utilizados para diagnosticar a infeção. A comunicação da orientação sexual também melhorou.
No entanto, os investigadores estão convencidos de que o aumento é pelo menos parcial devido às taxas elevadas de sexo desprotegido. Os investigadores também sublinham que a epidemia LGV continua em homens gay e bissexuais seropositivos para o VIH e existe também um surto de Shigella.
Os jovens heterossexuais também apresentaram taxas elevadas de infeção, ao todo, dois terços dos diagnósticos de clamídia nos heterossexuais, envolveram doentes com idades compreendidas entre os 15 e os 24 anos de idade. Neste grupo etário também se observaram 57% de casos de gonorreia e 56% de diagnósticos de verrugas genitais.
A única boa notícia aparente no relatório foi uma queda de 2% nos casos de clamídia. No entanto, os investigadores acreditam que foi simplesmente devido à descida no número de jovens a serem testados.
A zona central de Londres, no geral, apresentou as taxas mais elevadas de infecções sexualmente transmissíveis. Os investigadores acreditam que tal se deve à concentração de populações em risco nessa área.
Os médicos encontram-se particularmente alarmados devido ao grande aumento nos diagnósticos de gonorreia: “O surgimento da descida da suscetibilidade a antimicrobianos de primeira linha, utilizados para o tratamento da gonorreia e o esgotamento de opções eficazes de tratamento sugerem que a expetativa de uma gonorreia impossível de tratar é uma ameaça real”.
É recomendado que as campanhas e os serviços de prevenção na saúde sexual devam continuar a concentrar-se nas populações sob risco elevado.
“A promoção da saúde e a educação permanecem um marco na prevenção das IST, através da melhoria da consciência e do encorajamento a um comportamento sexual mais seguro” escrevem os investigadores. “Homens que têm sexo com homens que tenham sexo desprotegido com parceiros ocasionais ou novos devem fazer o rastreio do VIH/IST pelo menos uma vez por ano, e a cada três meses, se mudarem de parceiro com frequência. O uso consistente de preservativo, a redução de parceiros sexuais e evitar sobrepor relações sexuais, todos reduzem o risco de uma IST.”
Referência
Sexually Transmitted Infections in England, 2011. Health Protection Report, May 2012 (clique aqui para fazer o download do ficheiro). Michael CarterTradução
GAT – Grupo Português de Activista sobre Tratamentos VIH/SIDA Fonte AIDSMAP.COM[retweet][/retweet]
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