
“Numa clínica da vida ‘real’ do DGV [dolutegravir] utilizando na TARV [terapia anti-retroviral ], observamos que em geral a DGV foi muito bem tolerada pela maioria dos pacientes, mas houve interrupções em um ritmo muito superior ao relatado em ensaios clínicos randomizados e controlados”, comentaram os autores.
Em ensaios clínicos, dolutegravir tinha um potente efeito anti-HIV e ficou demonstrado que é seguro e tolerável, com uma taxa de abandono em 48 semanas de não mais que 2 a 3%.
No entanto, médicos dos Países Baixos observaram que uma proporção significativamente maior de seus pacientes parou com esta terapia com a DGV, do que a taxa observada em ensaios clínicos. Por conseguinte, realizou um estudo para determinar a frequência de sincronização, e razões para o abandono de terapias contendo dolutegravir
A população do estudo foi composta por 556 pessoas em Leiden e Amsterdam que iniciou a terapia com dolutegravir entre 2014 e 2016. A média de idade foi de 48 anos e 66% eram homens que fazem sexo com homens (HSH).
Cerca de um quinto dos pacientes eram ingênuos em TARV (nunca foram submetidos a nenhuma forma de TARV). A combinação de pílula Triumeq foi prescrita para 57% dos pacientes e em todos, 64% estavam tomando dolutegravir em combinação com abacavir.
Um total de 85 pessoas (15%) acabou abandonando os regimes terapêuticos que continham dolutegravir. Em 76 pacientes (14%) houve relato de efeitos colaterais intoleráveis como razão para o abandono. Pacientes nestas modulações terápicas abandonavam o tratamento e média no 73º dias após o início; 95% abandonou no prazo de um ano após iniciar o seu regime contendo dolutegravir
Razões comuns para não tolerar o uso de dolutegravir foram insônia e distúrbios do sono (6%), queixas gastrointestinais (4%) e sintomas neuropsiquiátricos como ansiedade e depressão e psicose (4%). Em quase todos os casos, estes efeitos laterais desapareciam tão logo o esquema terapêutico contendo dolutegravir foi descontinuado. Não houve casos de falha virológica.
Os pacientes foram cerca de duas vezes mais propensos a interromper seus tratamentos quando estavam tomando Dolutegravir em combinação com abacavir (RAR = 1,92%; IC 95%, 1,09-3,38; p = 0,01).
“Consideramos que pode haver uma interação entre drogas, levando a maior interrupção do tratamento, escrevem os autores, acrescentando que as duas drogas são metabolizadas usando a mesma via hepática. Eles notam, “a interação aparente entre a DGV e o abacavir mediada por esta via de degradação comum não parece tem sido estudada.”
Em contraste, tendo dolutegravir em combinação com um inibidor de protease foi associado com um menor risco de abandono do tratamento (RAR = 0,20; IC 95%, 0,05-0,86; p = 0,03).
Os autores pedem por maiores estudos para determinar a taxa de abandono de tratamento dolutegravir devido a efeitos laterais.
Traduzido por Cláudio Souza do original em Inglês em Doctors in Netherlands observe higher than expected dolutegravir treatment discontinuation rate escrito por Michael Carter Publicado em: 13 de Outubro de 2016. Revisado por Mara de Macedo
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