No se recomienda tomar Ginkgo con efavirenz

Michael Carter

 

 

 

 
No se aconseja la toma del producto herbal Ginkgo cuando se está siguiendo una terapia antirretroviral que contiene efavirenz, según ha concluido un equipo de investigadores holandeses en la edición de 1 de junio de la revista AIDS. Los autores recogen el caso de un paciente cuya carga viral se volvió detectable y el VIH desarrolló resistencia debido a interacciones entre Ginkgo y efavirenz.

Efavirenz (Sustiva®, y también en combinación con otros fármacos en Atripla®) es uno de los principales pilares del tratamiento antirretroviral de primera línea. Tiene un gran poder anti-VIH, es fácil de tomar, tiene una vida media prolongada y, por lo general, sólo provoca unos efectos secundarios leves.

El organismo metaboliza efavirenz empleando la ruta del citocromo P450 en el hígado. Otros medicamentos, remedios herbales y drogas recreativas también se procesan a través de este mecanismo, lo que significa que pueden interactuar con dicho fármaco.

Esta interacción se observó en un paciente con VIH de 47 años de edad en Ámsterdam (Holanda), lo que condujo a un fracaso virológico de su tratamiento del virus.

El paciente mantuvo una adhesión total a su terapia antirretroviral y declaró que nunca se saltó una dosis. Su tratamiento consistía en efavirenz combinado con emtricitabina (FTC) y tenofovir [Viread®]. El hombre empezó a tomar esta combinación de fármacos en 2005.

A finales de 2007, experimentó un fracaso virológico y aparecieron las mutaciones de resistencia K103N y M184V.

Para intentar identificar la causa de este fracaso terapéutico, su médico le preguntó por el empleo de otros medicamentos y drogas. Se comprobó que el único producto que había estado tomando era Ginkgo biloba.

Gracias a las muestras almacenadas a lo largo de dos años de tratamiento con efavirenz, se pudo comprobar las concentraciones del fármaco en la sangre del paciente.

Dichas concentraciones pasaron de un pico de 1,26 mg/L (situado con holgura dentro del intervalo terapéutico del fármaco) a finales de 2006 -cuando la carga viral del paciente era indetectable-, a un nivel de 0,48 mg/L (valor no terapéutico) en febrero de 2008. En ese momento, la carga viral del paciente era de 1.780 copias/mL.

El Ginkgo es un producto de herbolario de uso generalizado cuyo consumo se cree que tiene efectos positivos sobre la concentración, la memoria, la demencia y la depresión. Hay que señalar que efavirenz puede provocar efectos secundarios como problemas de concentración y depresión. La composición química del Ginkgo implica que, al igual que efavirenz, se metaboliza a través de la ruta del citocromo P450. Ya se sabía que este producto herbal interactuaba con otros fármacos procesados a través de esa vía en el organismo, como warfarina, aspirina e ibuprofeno.

“Nuestra conclusión -escriben los autores- es que una ingestión de Ginkgo puede hacer descender los niveles de efavirenz en el plasma humano, lo que puede desembocar en un fracaso virológico, por lo que se debería desalentar su utilización”.

Referencia:

 

Wiegman D-J et al. Interaction of Gingko biloba with efavirenz. AIDS. 2009; 23: 1.184-1.185.

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