La supresión inmunitaria desempeña un papel importante en el desarrollo de cánceres no definitorios de sida

Michael Carter

La supresión inmunitaria desempeña un papel importante en el desarrollo de cánceres no definitorios de sida en pacientes con VIH, según indica un equipo de investigadores australiano en una carta publicada en la edición de 1 de junio de la revista AIDS. Los autores decidieron escribir a la revista tras la publicación de un estudio de EE UU según el cual ni los recuentos de CD4 ni el uso de terapia antirretroviral constituían factores de riesgo para sufrir dichos cánceres.

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Los investigadores señalan que el mencionado estudio, que contó con 4.500 pacientes diagnosticados de VIH entre 1984 y 2006, no incluyó un análisis del impacto de la duración acumulada de la supresión inmunitaria sobre el riesgo de cáncer.

Además, se refieren a los hallazgos de otra investigación que muestra la existencia de un vínculo claro entre el riesgo de sufrir cánceres no definitorios de sida y la supresión inmunitaria.

El estudio D:A:D examinó los factores de riesgo de muerte por cáncer en 23.500 pacientes que tomaban terapia antirretroviral. Entre los factores de riesgo de fallecimiento por un cáncer no definitorio de sida estuvieron los últimos recuentos de CD4. El análisis univariable de los resultados de este estudio mostró que la duración acumulada de la supresión inmunitaria (definida como tiempo pasado con un recuento de CD4 inferior a 200 células/mm3) también fue significativa.

La investigación realizada por un equipo de investigadores del Hospital Chelsea and Westminster de Londres (Reino Unido), por otra parte, reveló que tener unos recuentos nadir (los históricamente más bajos) inferiores a 200 células/mm3 y el empleo de tratamiento anti-VIH constituyeron factores de riesgo para el desarrollo de un cáncer no definitorio de sida. Esta investigación contó con más de 11.000 pacientes que acudieron al hospital entre 1983 y 2007.

“Creemos que los hallazgos de estos estudios sugieren que la inmunosupresión relacionada con el VIH juega un papel importante en el riesgo de padecer determinados cánceres en la era TARGA”, comentan los autores. Y además señalan: “La notable similitud en la variedad de cánceres que se producen en tasas superiores en receptores de órganos sólidos trasplantados y pacientes con VIH respalda con firmeza la idea del efecto de la inmunosupresión a largo plazo sobre la incidencia de cáncer”.

En consecuencia, los investigadores recomiendan que los futuros estudios de cohorte de gran tamaño examinen “los efectos independientes que sobre el cáncer tienen el envejecimiento, la gravedad de la inmunosupresión según el tiempo y la duración acumulada de ésta”. Asimismo, animan a que se examine el papel que desempeñan estos factores en el desarrollo de cánceres individuales, o grupos de cánceres, como los provocados por el mismo virus.

Los autores creen que estos análisis “ayudarán a desarrollar estrategias para minimizar o evitar la aparición de cáncer en pacientes con un déficit inmunitario prolongado”.

Referencia

Vajdic CM, et al. A role of ageing in HIV infection in HIV-related cancer risk. AIDS. 2009; 23: 1.183-1.184.

Traducción:

Grupo de Trabajo sobre Tratamientos del VIH (gTt)

Traducción: Grupo de Trabajo sobre Tratamientos del VIH (gTt).

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