Portadores de tuberculose sofrem __estigma__ por causa da doença
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Agência de Notícias da Aids | Editoria: | Pág. | Dia / Mês/Ano: |
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| 16/FEVEREIRO/08 |
Portadores de tuberculose sofrem ‘estigma’ por causa da doença, acreditam ativistas do movimento de luta contra a moléstia
15/02/2008 – 15h20 “Estigma”. Essa foi uma das palavras mais proferidas, na manhã desta sexta-feira (15/02), pelos palestrantes do “Seminário Tuberculose para Comunicadores.” Para representantes da sociedade civil, o indivíduo afetado pela doença sofre preconceito do restante da população. “O estigma tá diretamente ligado à questão da informação”, avaliou Ezio Távora, membro do Conselho Diretivo do Stop-TB (sigla da Tuberculose) Partnership. Contudo, na opinião do mesmo ativista, “a forma como você se coloca perante a sociedade faz a diferença.” “Educação é a solução de todos os problemas”, acrescentou. O “Seminário Tuberculose para Comunicadores”, que acontece na cidade de São Paulo, teve início na manhã de quinta-feira (14/02) e termina no fim da tarde de hoje. “A tuberculose é uma doença social”, explicou Nadja Faraone, da Rede Paulista de Controle Social da Tuberculose. A moléstia, causada por uma bactéria, prolifera-se com mais facilidade entre pessoas que vivem em más condições de higiene. Ela avalia que vai ser difícil combater a doença “enquanto não houver um efetivo interesse da população” pelo tema. “Essa questão do estigma ainda não foi objeto de discussão no Fórum da Bahia”, esclareceu Virginia Isaura Perrucho, do Fórum de Tuberculose baiano. Para ela, diante de tantos problemas (como falta de medicamentos e assistência médica), o problema do preconceito não é uma questão “fundamental” no momento. Durante painel que reuniu ativistas do movimento de luta contra a Tuberculose, Virginia Isaura Perrucho resumiu a situação da doença no seu estado de origem. A Bahia registra, em média, 6.500 novos casos da moléstia anualmente, de acordo com a assistente social. Em todo o país, segundo o Ministério da Saúde, esse número alcança 85 mil indivíduos. Para Carlos Basilia, secretário-executivo da Parceria Brasileira contra a Tuberculose, “falta vontade política” para combater a doença. “A questão da saúde no país é grave, não é só a Tuberculose”, ressalta. A Tuberculose é a principal causa de morte dos doentes com Aids. Léo Nogueira DICA DE ENTREVISTA Liandro Lindner
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