Unaids realiza ações para capacitar mulheres e meninas a se protegerem do HIV

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Em detaque na foto o diretor executivo do Unaids, Michel Sidibé; e a cantora Annie Lennox

 

 

03/03/21010 – 13h05

 

Esse plano de ação de cinco anos de duração foi apresentado em uma das mesas redondas realizadas durante a 54ª sessão da Comissão do Status da Mulher, que ocorre até 12 de março em Nova York. O programa realiza atividades para que o sistema das Nações Unidas apoie os governos, a sociedade civil e os associados no objetivo de reforçar as ações nacionais que estão sendo realizadas para situar as mulheres e as meninas no centro da resposta à aids, garantindo, assim, a proteção de seus direitos.

 

“A violência contra as mulheres é algo inaceitável e não deve ser tolerada”, afirmou o diretor executivo do Unaids, Michel Sidibé. “Ao privá-las de sua dignidade, estamos perdendo a oportunidade de aproveitar a metade do potencial que a sociedade possui para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. As mulheres e as meninas não são vítimas, elas constituem a principal força motora capaz de empreender uma transformação social.”

 

O Unaids e seus associados apoiaram a distribuição nacional do Programa de Ação em países pioneiros nesse tipo de iniciativa, entre os quais se encontra a Libéria.

 

Annie Lennox seguiu em seu firme compromisso com a causa das mulheres e das meninas afetadas pelo HIV. “Acredito que precisamos de um maior movimento para a mudança”, afirmou. “Na minha opinião, o mais importante é que todos somos iguais. Onde quer que a gente esteja, todos os seres humanos devem disfrutar seus direitos básicos, como o direito de ser feliz e de gozar de uma boa saúde. Considero que este Programa de Ação representa uma magnífica oportunidade para colocar em primeiro plano a realidade em que vive um grande número de mulheres e meninas, e também para ressaltar a importância das injustiças a que muitas delas têm que enfrentar, o que as expõe a um maior risco de infecção pelo HIV.”

 

Até dezembro de 2008, 33,4 milhões de pessoas viviam com HIV no mundo, da quais 15,7 milhões (quase a metade) eram mulheres. Ao longo dos últimos 10 anos, a proporção de mulheres infectadas aumentou em muitas regiões de todo o mundo. Na África Subsaariana, por exemplo, 60% das pessoas que vivem com HIV são mulheres. Apesar da epidemia do HIV ter começado há 30 anos, os serviços relacionados com a enfermidade não se concentram suficientemente nas realidades específicas que vivem as mulheres e as meninas e nem cobrem suas principais necessidades.

 

“A informação sobre saúde sexual e reprodutiva voltada às mulheres e às meninas que vivem com HIV continua sendo limitada”, constatou a integrante da Rede de Mulheres Positivas da Indonésia, Suksma Ratri. “Ser sexualmente ativa e ter HIV é muito difícil. As mulheres e as meninas que vivem com HIV têm, frequentemente, poucas opções no que se refere à sua sexualidade. Por isso, necessitam de um sistema de apoio adequado e respeitoso que permita que elas tomem decisões sobre sua sexualidade, sem ter que sofrer o estigma e a discriminaçao associados ao vírus. Considero que este Programa de Ação constituirá uma fantástica plataforma para que os países reforcem os serviços existentes para esse público.

 

No Programa de Ações são indicadas atividades chaves muito claras sobre como as Nações Unidas podem trabalhar conjuntamente com os governos, a sociedade civil e os associados para o desenvolvimento dos seguintes objetivos:

 

  • Produzir uma melhor informação sobre as necesidades específicas das mulheres e das meninas no contexto do HIV;

 

  • Traduzir os compromisos políticos em um maior número de recursos e ações, de maneira que os programas sobre o HIV possam oferecer uma resposta mais eficaz às necesidades das mulheres e das crianças; e

 

  • Apoiar os líderes na construção de um entorno mais seguro para que os direitos humanos das mulheres e das meninas sejam protegidos. Esses objetivos supõem a realização das seguintes ações:

 

  • Melhorar o sistema de recompilação de dados e suas análises, para compreender melhor como as mulheres e as crianças são afetadas pela epidemia

 

  • Reforçar a campanha ÚNA-SE do secretário geral das Nações Unidas para acabar com a violência contra as mulheres por meio de uma resposta à aids

 

  • Garantir que a violência contra as mulheres esteja incluída nos programas de prevenção, tratamento, atenção e apoio relacionados ao HIV

 

  • Analisar o impacto dos fatores socioculturais e econômicos que impedem que as mulheres e as meninas possam se proteger do HIV

 

  • Apoiar os grupos de mulheres e as redes de mulheres que vivem com HIV em seu esforço por aplicar os compromisos dos governos sobre o tema

 

  • Aumentar a participação de organizações de homens e meninos em programas e iniciativas para apoiar os direitos das mulheres e das meninas

 

A apresentação do Programa de Ação reuniu um grande número de importantes líderes do sistema das Nações Unidas, os diferentes governos e a sociedade civil. Entre os que discursaram, cabe destacar, entre outros, Asha Rose Migiro, secretária geral adjunta das Nações Unidas; Melanne Verveer, embaixadora geral dos Estados Unidos a nível mundial para assuntos relacionados às mulheres; Helen Clark, administradora do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), e Vabah Gayflor, ministro de Gênero e Desenvolvimento da Libéria.

 

Fonte: Unaids

 

Tradução: Fábio Serrato

 

AGÊNCIA AIDS

Editoria: Pág. Dia / Mês/Ano:

04/MARÇO/2040

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