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Saúde respiratória e pessoas com HIV

As pessoas com HIV têm mais problemas de saúde respiratória.

As pessoas Soropositivas têm a saúde respiratória prejudicada, mesmo quando têm a supressão viral, com a terapia antirretroviral (TARV), conforme informam pesquisadores do “HIV Medicina”.

A saúde respiratória foi comparada entre pacientes Soropositivos e Soronegativos para HIV em serviços ambulatoriais.

Indivíduos reagentes para HIV apresentaram menores índices de qualidade em saúde respiratória e foram mais propensos a reportar “falta de ar” que os participantes não reagentes para HIV (Soronegativos).

Os achados clínicos que permaneceram inalterados quando a análise se concentrou em pessoas HIV positivas tratadas com TARV, com carga viral indetectável.

saúde respiratória

Território inexplorado

“Até onde sabemos, nenhum outro estudo utilizou os resultados relatados pelos pacientes para comparar o estado de saúde respiratória em populações reagentes para HIV e não reagentes para o HIV”, comentam os autores. “Nossos resultados sugerem que o HIV permanece associado à perda da qualidade da saúde respiratória que de qualquer forma fica prejudicada, apesar da supressão viral com TARV”, assim como a neuropatia periférica e danos cognitivos

Caso você seja tabagista e portador de HIV é de grande proveito saber que o uso do tabaco aumenta severamente o risco de infarto do miocárdio

A Saúde respiratória compromete a saúde cardiológica

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Graças à TARV, muitas pessoas soropositivas têm agora uma expectativa de vida normal, mas este comprometimento cardiológico complica a vida das pessoas com mais de cinquenta anos, levando a novos desafios.

No entanto, as taxas de doença cardíaca, hepática e renal permanecem elevadas.

Pesquisas envolvendo veteranos militares dos EUA também descobriram que as pessoas Soropositivas tinham uma prevalência significativamente maior de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).

Doença pulmonar obstrutiva crônica

Em cima: pulmões saudáveis com pormenor em corte dos bronquíolos e dos alvéolos pulmonares. Em baixo, as mesmas estruturas em processo de destruição pela DPOC

Classificação e recursos externos
CID10 J40J44, J47
CID9 490496
OMIM 606963
MedlinePlus 000091
eMedicine med/373 emerg/99
MeSH C08.381.495.389
A Wikipédia não é um consultório médico. Leia o aviso médico

A doença pulmonar obstrutiva crónica (português europeu) ou doença pulmonar obstrutiva crônica (português brasileiro) (DPOC) é um tipo de doença pulmonar obstrutiva caracterizada por diminuição prolongada do calibre das vias aéreas respiratórias e destruição do tecido pulmonar.

Entre os principais sintomas estão falta de ar e tosse com produção de expectoração. A DPOC é uma doença progressiva, o que significa que geralmente se agrava com o decorrer do tempo.[1]

A partir de determinado momento começam-se a verificar dificuldades em realizar atividades do dia-a-dia, como subir escadas.[2] Bronquite crónica e enfisema são termos antigos usados para denominar diferentes tipos de DPOC.[2][3]

O termo “bronquite crônica” é ainda hoje usado para definir uma tosse produtiva que se manifeste durante pelo menos três meses por ano e ao longo de dois anos.[4]

A inalação de fumo de tabaco é a causa mais comum de DPOC.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. (abre em outra aba ou janela de seu navegador)

Pesquisadores do Royal Free Hospital, de Londres, queriam entender melhor a relação entre a infecção pelo HIV e a saúde respiratória na era da TARV moderna.

Em 2015, os pesquisadores elaboraram um estudo envolvendo 197 pessoas soropositivas e 93 pacientes para controle não reagentes para HIV que frequentavam os ambulatórios de HIV e de saúde sexual e reprodutiva do hospital.

Os participantes preencheram um questionário com foco em sua saúde respiratória (St George’s Respiratory Questionnaire – SGRQ) Questionário do Conselho de Pesquisa (MRC) sobre a falta de ar. Os participantes também fizeram um teste de espirometria para avaliar a função pulmonar.

Nota do tradutor. Dr Marcus Vinicius., no Hospital São Camilo fazia este teste em mim e ficava me estimulando a soprar: “Agora, mais rápido, mais fundo, mais um pouco, você aguenta, issoooooooooooooooooooo” Neste instante meu pulmão estava na cadeira ao lado… rsrs

A média da contagem de células CD4 dos participantes reagentes para HIV foi de 627 células / mm3. A maioria (94%) relatou ter tomado TARV, com uma duração média da terapia de sete anos. Em geral, 89% das pessoas apresentaram carga viral indetectável (abaixo de 40 cópias / ml), incluindo 93% das pessoas que tomaram TARV.

Sem interferência entre gêneros

Não houve diferenças de gênero, nível de escolaridade ou país de nascimento entre os participantes soropositivos e Não reagentes para HIV (negativos). No entanto, as pessoas com HIV apresentaram maior probabilidade de serem caucasianas/e/ou/euro-descendentes comparadas aos controles não reagentes (72% vs 60%) e as pessoas não reagentes apresentaram uma idade média mais jovem do que as pessoas Soropositivas (43 vs 50 anos).

O aspecto psiquiátrico

Lonely man sitting on the stairs

Ambos os grupos apresentaram prevalências semelhantes de comorbidades tais como asma, DPOC, doença cardíaca e AVC. No entanto, a depressão foi mais comum em pessoas com HIV (20% vs 14%).

Igual proporção de ambos os grupos relatou ser atual (30% vs 33%) ou ex (28% vs 25%) fumantes, embora as pessoas com HIV terem fumado mais cigarros por dia (15 vs 10, p <0,001). Proporções semelhantes de participantes Soropositivos e não reagentes para a presença de anticorpos para HIV relataram uso atual de drogas recreativas (30% vs 20%), embora as pessoas com HIV fossem mais propensas a reportar uso histórico de drogas (61% vs 48%).

A função pulmonar medida por espirometria estava dentro dos limites normais para a maioria das pessoas, mas 11% das pessoas HIV positivas e 9% dos indivíduos não reagentes tinham evidência de obstrução do fluxo aéreo.

Comprometimento da Saúde Respiratória

Houve uma maior prevalência de comprometimento da saúde respiratória medida pelo SGRQ (p <0,001) e falta de ar entre as pessoas com HIV (p = 0,001) em comparação com participantes de sorologia não reagente contra o HIV.

“A  era comum em participantes Soropositivos, com 47% … relatando este estar presente e de pelo menos gravidade moderada, em comparação com 25% dos participantes HIV-negativo”, escrevem os autores. “Usando o questionário de saúde respiratória SGRQ … encontramos uma diferença de 6 pontos na pontuação a média entre os grupos HIV positivo e HIV negativo”.

A saúde respiratória prejudicada foi associada com função pulmonar mais pobre e depressão.

Combinando os grupos Reagentes e não reagentes, não houve associações significativas entre saúde respiratória e sexo.

Bem como etnia, tabagismo e uso de drogas.

Uma associação com maior IMC foi de significância limítrofe.

Numa análise restrita a indivíduos HIV positivos, nem a contagem de CD4 atual nem a mais baixa foi significativamente associada à pontuação SGRQ (abre em outra aba).

Não foi identificada diferença significativa no score de saúde respiratória de acordo com a carga viral.

No entanto, havia alguma evidência de que as pessoas com infecção por HIV de longa duração tinham escores SGRQ mais pobres.

Houve também uma relação entre saúde respiratória mais pobre e maior intervalo entre o diagnóstico com HIV e início de TARV.
Após o ajuste para potenciais fatores de confusão, a infecção pelo HIV foi associada independentemente com um escore aumentado de SGRQ (variação ajustada de 1,54; IC de 95%, 1,14-2,09, p = 0,005) e maiores chances de mínima respiração moderada (aOR = 2,84; % CI, 1,35-6,00, p = 0,006).

Independente da carga viral. Mas a mulher….

Estes achados permaneceram inalterados ao comparar pessoas Soropositivas com uma carga viral indetectável com os participantes Negativos.

As mulheres tem maior susceptibilidade a estas dificuldades com o sistema respiratório.

Outros fatores de risco significativos para a falta de ar foram  (P = 0,001) e depressão (p <0,001).

Os autores oferecem várias explicações possíveis para seus achados:

• Doença pulmonar antes do início do TARV

Doenças cardiovasculares e outras comorbidades não relacionadas ao pulmão que causam sintomas respiratórios.

• Depressão

• Desregulação imunológica persistente apesar da completa supressão viral por TARV, levando ao endurecimento das artérias.

“São necessárias intervenções que possam preservar a saúde respiratória de pessoas com infecção crônica pelo HIV”, concluem os autores. “Entretanto, por que a infecção por HIV está associada a uma aparente queda na qualidade da saúde respiratória.

Mesmo em indivíduos que nunca fumaram, permanece incerta e requer mais pesquisas”.

 Eu fui obeso mórbido e tinha grande dificuldade para respirar.

O meu sono, era de péssima qualidade e, não esperei o peso subir e fiz uma gastroplastia aparecia assim.

:o(

o monstro do lago
Observação importante. Esta foto é de 2009 e eu só tomei coragem para encarar a gastroplastia, redução do estômago em 2011. Eu estava ainda melhor.

Traduzido e revisado pelo disléxico Cláudio Souza do original em People with HIV have impaired respiratory health, even when viral load is undetectable escrito por Michael Carter em 23 de maio de 2017

Revisado por Mara Macedo

Reference

Brown J et al. Respiratory health status is impaired in UK HIV-positive adults with virologically suppressed HIV infection. HIV Medicine. DOI: 10.1111/hiv.12497 (2017).

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Olá. Você clica aqui e fala comigo, Cláudio Souza. No blog tem tudo o que você precisa saber. Eu já tentei fazer isso contando com a boa vontade de cada um. Isso é um trabalho, e eu passarei a vivenciá-lo assim: Você precisa por a mão na consciencia e me ajudar, pois de uma forma ou e outra, estando aqui, eu ajudo vocês e não vou conseguir ir muito longe om isso