Aciclovir no reduce el riesgo de transmisión del VIH en parejas serodiscordantes

Michael Carter

El tratamiento diario con aciclovir no disminuye el riesgo de transmisión del VIH cuando lo toman personas coinfectadas por el VIH y el virus del herpes simple tipo 2 (VHS-2), según evidencian los resultados del estudio Parejas en la Prevención de la Transmisión VHS/VIH. Los detalles fueron hechos públicos recientemente por la Universidad de Washington (Seattle, EE UU), responsable de la coordinación del estudio.

aciclovir

La investigación contó con algo más de 3.400 parejas heterosexuales serodiscordantes de siete países africanos, donde un componente estaba coinfectado por VIH y VHS-2 y el otro no tenía VIH. Los miembros de la pareja con VIH fueron elegidos de forma aleatoria para tomar aciclovir dos veces al día (como tratamiento supresor del herpes) o un placebo.

Todas las personas con VIH presentaron un recuento de linfocitos CD4 superior a 350 células/mm3 y ninguna estaba tomando terapia antirretroviral (TARV). El estudio se realizó entre 2004 y 2008. Los participantes recibieron de forma profusa counselling sobre sexo seguro, preservativos y tratamiento para las infecciones de transmisión sexual. A las personas con VIH se les proporcionó atención médica y se inició la TARV cuando el recuento de CD4 bajó por debajo de 200 células/mm3.

El ensayo no consiguió demostrar que la toma diaria de aciclovir redujera el riesgo de transmisión del VIH. Se produjeron 41 nuevas infecciones por VIH en el brazo de aciclovir, frente a 43 en el brazo de placebo, una diferencia no significativa.

Sin embargo, el tratamiento con aciclovir logró reducir la frecuencia de enfermedades genitales ulcerosas en un 73%. También se relacionó con un descenso de 0,25log10 (aproximadamente un 40%) de la carga viral del VIH.

Esta reducción de la viremia estuvo vinculada con una ligera disminución del riesgo de progresión del VIH. Las personas que tomaban aciclovir fueron un 17% menos propensas a experimentar un progreso de la infección por VIH (un descenso en su recuento de CD4 por debajo de las 200 células/mm3).

A pesar de verse decepcionados por el principal hallazgo del estudio, los responsables del mismo destacaron que había ofrecido información importante que será de utilidad para los investigadores en el futuro.

“Hemos demostrado que las intervenciones deben conseguir unos mayores niveles de reducción de [la carga viral del] VIH para poder reducir la transmisión del virus”, afirmó la investigadora principal, la doctora Connie Celum, de la Universidad de Washington (Seattle, EE UU).

“Los hallazgos serán provechosos para los campos de la prevención y de las vacunas contra el VIH en los próximos años (…). Ahora, entendemos mejor la relación entre los niveles de VIH y su transmisión. Esto evidencia que el ‘listón’ está más alto de lo que suponíamos en lo que respecta a la disminución de los niveles de VIH necesarios para reducir la capacidad de infección y la transmisión. Esto es relevante para otras intervenciones -afirmó Connie Celum-, como los fármacos antirretrovirales para tratar el VIH, el tratamiento de coinfecciones como la malaria y las vacunas terapéuticas contra el virus de la inmunodeficiencia humana. Esta información constituye una importante contribución a la investigación del VIH que permitirá orientar nuestra búsqueda de nuevas estrategias preventivas y de tratamiento del virus”.

Los resultados detallados de la investigación, realizada por la Universidad de Washington (Seattle) y respaldada por la Fundación Bill y Melinda Gates, se presentarán en la conferencia de la Sociedad Internacional del Sida, que tendrá lugar en julio en Ciudad del Cabo (Sudáfrica).


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