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Gazeta Mercantil |
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Indústria |
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06/DEZEMBRO/07 |
Bristol-Myers fecha fábricas e demite
Nova York, 6 de Dezembro de 2007 – A Bristol-Myers Squibb Co. vai eliminar cerca de 10% de seus postos de trabalho e fechar metade de suas fábricas, para cortar US$ 1,5 bilhão em custos. O laboratório farmacêutico também elevou projeção de lucros para o próximo ano. As demissões, que começaram no mês passado, vão envolver 4,3 mil funcionários e serão implementadas ao longo de três anos, disse a empresa, sediada em Nova York, em comunicado divulgado ontem. A Bristol disse também que está examinando alternativas estratégicas que poderão levá-la a vender suas divisões de diagnóstico por imagem, produtos para tratamento de ferimentos e alimentos para bebes.
O principal executivo da empresa, James Cornelius, que substituiu Peter Dolan, afastado da companhia em setembro de 2006, está preparando a Bristol-Myers para registrar uma perda de mais de US$ 3 bilhões em receita anual em 2012, quando seu anticoagulante Plavix, seu medicamento mais vendido, estará sujeito a enfrentar a concorrência imposta pelos remédios genéricos. A Bristol-Myers também está se preparando para basear mais sua receita em medicamentos menos lucrativos como o Erbitux, para o tratamento do câncer, o Sustiva, para combater o vírus HIV, e o Abilify para distúrbios mentais “"`A Bristol está, de certa forma, tentando recuperar o terreno perdido depois da mudança do principal executivo", disse Linda Bannister, analista da Edward Jones & Co..
A Bristol-Myers elevou sua projeção para 2008, excetuando-se custos de reestruturação, para US$ 1,65 a US$ 1,75 por ação, em relação à estimativa anterior, na faixa de US$ 1,60 a US$ 1,70. A previsão da empresa para 2007, de US$ 1,42 a US$ 1,47 por ação, permaneceu inalterada.
O quadro de funcionários da Bristol-Myers mantém-se aproximadamente o mesmo, de 43 mil a 44 mil funcionários, desde 2002, apesar de a empresa ter perdido a patente sobre dois de seus medicamentos mais vendidos – o Taxol, de combate ao câncer, e o Pravachol, de controle dos níveis de colesterol.
(Gazeta Mercantil/Caderno C – Pág. 2)(Bloomberg News)







