Falta proteção contra Sífilis e Aids no pré-natal

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, Ullisses CampbellDa equipe do CorreioUm levantamento feito pelo Ministério da Saúde revela que 38% das mulheres grávidas de todo país não fizeram testes anti-HIV e 25% não verificaram a possibilidade de estarem com Sífilis durante o acompanhamento pré-natal, no ano passado. A mesma estatística aponta que 19% das mulheres não fizeram esses exames nem antes da gravidez nem mesmo depois que o bebê nasceu. Ontem, durante o lançamento do plano nacional de redução da infecção por Aids e Sífilis em recém-nascidos, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse que esse tipo de infecções em bebês é “inadmissível” no Brasil. O plano de ação é um pacote que traz metas a serem cumpridas pela União, estados e municípios para a redução escalonada e regionalizada da transmissão vertical das doenças, que ocorre quando o vírus é passado da mãe para o bebê no feto ou durante o parto. O objetivo é garantir que 90% das gestantes façam exames de HIV e de Sífilis antes do parto até 2011. Hoje, esse percentual é de 62%, no caso do HIV e de 75%, no da Sífilis. Como 96% das gestantes brasileiras têm acesso a atendimento pré-natal, fica claro que a qualidade do serviço deixa a desejar.Sem prevenção, 25% das gestantes infectadas transmitem as doenças para os filhos antes, durante ou depois do parto. Se houver tratamento, porém, a taxa pode cair para 1%, em relação ao HIV, e menos de 0,1% (um caso para cada 1.000 bebês nascidos vivos) na Sífilis.recursos. Temporão destacou que o Ministério da Saúde aumentou a oferta de recursos financeiros para ampliar a realização dos exames. “Estamos colocando mais R$ 16 milhões para dar cobertura ao volume de exames adicionais”, destacou. Atualmente, o governo investe R$ 38 milhões na aquisição de medicamentos antiretrovirais e em testes de HIV e Sífilis. “Nós estamos propondo, no caso de regiões de difícil acesso, onde não temos uma infra-estrutura laboratorial, que possamos usar tecnologia brasileira”, defendeu Temporão. Ele acredita que, com o cumprimento das metas do plano de redução, é possível uma mudança de cenário a partir de 2011. A meta do governo é ampliar de 1,4 milhão para 2,3 milhões ao ano o número de exames de HIV e de 2,1 milhões para 4,8 milhões o de Sífilis.De acordo com o último boletim epidemiológico do governo, foram registrados no Brasil 1.091 casos de transmissão vertical de HIV em 1996. Em 2005, o número caiu para 530. Situação diferente ocorre em relação à Sífilis congênita, que teve crescimento no número de registros: estima-se que o país possui, atualmente, 12 mil casos por ano, contra 5.710 casos da doença em 2005. A região que mais realizou testes anti-HIV no pré-natal foi a Sul (86%), seguida da Sudeste (74%) e da Centro-Oeste (70%). As regiões Nordeste (41%) e Norte (46%) apresentaram os índices mais baixos. O levantamento do Ministério da Saúde mostrou, também, que a cobertura é baixa nos municípios de menor porte. Naqueles com menos de 50 mil habitantes, a testagem para o vírus da Aids nas parturientes foi de 52%. Nos municípios acima de 400 mil habitantes, o percentual foi de 71%.A erradicação da Sífilis congênita e o combate ao HIV/Aids são condições estabelecidas nas Metas do Milênio, da Organização das Nações Unidas (ONU).

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