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Milhares de pessoas participaram da 8ª edição da Parada do Orgulho Gay LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) de Belém. “Um outro mundo só é possível sem machismo, racismo e homofobia” foi o tema do evento, que, segundo os organizadores, reuniu aproximadamente um milhão de pessoas.
Gente de muitos bairros e de outros municípios disseram não ao preconceito. Pessoas como Alexandre Ramos, 30 anos. Com a orientação sexual definida desde os 17, ele veio de Marudá junto com outros amigos homossexuais. “Sou aceito pela sociedade, mas ainda existe muito preconceito”.
Foram seis trios elétricos e inúmeras performances numa passeata que saiu da praça Waldemar Henrique e percorreu a avenida Presidente Vargas, contornando a praça da República, Assis de Vasconcelos, até chegar novamente à praça Waldemar Henrique. Durante o percurso de mais de três horas, houve performances e muita descontração dos participantes. Os simpatizantes estavam por lá.
Próximo à rua Santo Antônio, na subida da Presidente Vargas, o carinho foi uma manifestação de democracia. O casal Paulo Silva, 18, e Alan Passos, 21, acompanhava a passagem dos trios. “Deveriam aceitar a nossa condição como aceitam dos heteros, como a relação de homem e mulher. O amor é um só”, disse Silva. Muitos representantes de outros movimentos sociais participaram do evento.
Ao lado da esposa e fantasiado de presidiário, Denílson Piedade, 40, chamou a atenção e quis descontrair durante a Parada Gay. “Achamos que todo mundo tem que ter liberdade de escolha”, opinou.
O serviço de atendimento jurídico foi oferecido na praça, dentro da programação da Parada do Orgulho Gay deste ano. A informação foi repassada por Jairo Santos, 31, coordenador de Cultura do evento. Ele afirma que o preconceito ainda é a grande batalha do movimento. “Se já é difícil a discriminação na região metropolitana contra os homossexuais, ainda mais no interior, onde as famílias são mais conservadoras”, garante Jairo.
SEGURANÇA
Na dispersão do percurso, muitas ocorrências e correria. Pessoas sendo presas acusadas de roubo, principalmente de celulares. Mas teve correria para atender uma jovem, de aproximadamente 23 anos, que teria recebido uma garrafada no rosto e sangrava muito.
No Batalhão de Polícia Militar, localizado na rua Gaspar Viana, cerca de dez pessoas detidas, entre elas adolescentes.
Vinte e três comissários da Infância e da Adolescência estavam atuando durante o evento. Segundo Glória Ferreira, coordenadora, o objetivo era prevenir que menores ficassem expostos e garantir que seus direitos fossem respeitados. Menores que fosse vistos em situações de risco seriam levados para o Conselho Tutelar. (Diário do Pará)
DIÁRIO DO PARÁ – PA |
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PARÁ |
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28/SETEMBRO/09 |
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