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Objetivo é avaliar os tratamentos e reduzir os danos causados pela droga
Waleska Borges Diante do avanço do crack nas cidades brasileiras, o Ministério da Saúde vai financiar uma pesquisa inédita para mapear o perfil dos usuários dessa droga no Rio de Janeiro, em Macaé e em Salvador. Conforme o GLOBO mostrou ontem, crescem na capital os casos de abandono de crianças e adolescentes por pais usuários de crack. O estudo do Ministério da Saúde – que deve ser concluído até o início de 2011 – pretende avaliar o tratamento dos usuários, além de promover a reinserção social e a redução de danos causados pela droga.
Segundo o ministério, foram escolhidas para a pesquisa duas grandes cidades, Rio e Salvador, em que universidades locais (UFRJ e UFBA) já tivessem domínio do assunto. Para que a amostragem abrangesse uma cidade de médio porte, foi selecionada ainda Macaé, onde a UFRJ já desenvolve esse tipo de estudo. A pesquisa será dividida em seis partes, coletando informações sobre moradia, idade, sexo e comportamentos de risco para HIV e hepatite – já que muitos dependentes se prostituem em troca da droga ou de dinheiro. Também será feito o diagnóstico dos serviços públicos na área social e de saúde. Segundo o secretário municipal de Assistência Social, Fernando William, o Rio começa este mês um censo da população de rua, com a participação de um consórcio de universidades. Uma outra novidade, segundo William, será a inclusão da pergunta se os pais dos menores abordados usam alguma droga, entre elas, o crack: – Com o resultado do censo, a ideia é traçar estratégias de ação da prefeitura por meio dos seus programas. De acordo com a coordenadora de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (CDEDICA), a defensora pública Simone Moreira, apesar do avanço do crack em todo país, ainda há falta de estudos e de estatísticas sobre o assunto. – É fato que o crack tem aumentado a violência, mas é preciso mapear e fazer um levantamento do problema. Essa é uma questão que precisa ser tratada por todos os setores, entre eles, saúde, segurança e assistência – avalia Simone. – A pessoa que usa crack não tem o menor discernimento de que precisa de internação. É dever do Estado tratá-la. O GLOBO | RIO |
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