bareback: Sexo sem proteção dissemina o vírus HIV
DOCUMENTO HISTÓRICO E ACERVO Nosso acervo conta com mais de 5.000 publicações. Não apagamos a história porque alguém, em algum lugar, algum dia, poderá precisar saber de algo — e existe, sim, a...
Nosso acervo conta com mais de 5.000 publicações. Não apagamos a história porque alguém, em algum lugar, algum dia, poderá precisar saber de algo — e existe, sim, a possibilidade de este ser o único lugar onde este conteúdo ainda exista.
Este site é mantido de forma totalmente independente por Cláudio Souza, diagnosticado com HIV/AIDS em 1994 e enfrentando, mais recentemente, os diagnósticos de Insuficiência Pancreática Exógena e Miastenia Gravis.
Embora 99% dos medicamentos necessários sejam obtidos via farmácia de alto custo do SUS em Santos, tratamentos essenciais como a colesteramina (Questran) possuem um custo extremamente elevado e sem subsídio.
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Cresce no Estado a prática que prega relações sexuais sem CAMISINHA, inclusive com portadores do vírus HIV. É o bareback, que já conta com comunidade em sites de relacionamento e festas exclusivas para praticantes. Em reportagem especial, o Teledomingo apresentou ontem como funciona a prática. Além de frequentar chats, a reportagem foi a uma festa promovida por praticantes de bareback. O encontro foi em uma boate no centro da Capital, onde os frequentadores – a maioria homossexuais – utilizavam cabinas para fazer sexo. De fora, curiosos observavam por buracos nas paredes. Os casais não usavam PRESERVATIVO. A exposição ao risco de contrair doenças sexualmente transmissíveis faz parte da prática que mistura adrenalina, fetiche e prazer. – A maioria não está preocupada com doença, com o que vai encarar depois – afirma um barebacker de 42 anos, que pediu anonimato. O comerciante, que vive na região da serra gaúcha, lamenta ter pego o vírus HIV em uma relação sexual sem CAMISINHA. Para ele, o bareback só tem uma definição: – É uma roleta-russa. Uma atividade suicida, segundo especialistas Para a psiquiatra e psicanalista Clarice Kowacs, ligada ao Centro de Estudos Luís Guedes do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, o bareback é um fenômeno complexo. – É uma atividade autodestrutiva, suicida em sua essência. A AIDS para os barebackers, passou a significar liberdade. No raciocínio, uma vez infectados, eles estariam livres para sempre do uso do PRESERVATIVO. Para o médico infectologista Ricardo Zimerman, a ideia é um grande equívoco. O risco do recontágio aumenta a carga viral e pode levar o portador do vírus HIV a baixas no sistema imunológico. – O HIV não é uma doença como era antigamente, nem se trata de uma doença banal – alerta. O que assusta especialistas é o perigo de um retrocesso dos avanços alcançados até hoje no enfrentamento da doença. – Cresce a quantidade de pessoas que se infectam com o vírus resistente a medicações. Principalmente quando a pessoa se infecta de alguém que toma o coquetel – afirma Zimerman. rodrigo.saccone@rbstv.com.br RODRIGO SACCONE | RBS TV ZERO HORA – RS | GERAL |
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