Mariângela Simão, diretora do programa nacional de DST/AIDS, defende a ‘obrigatoriedade’ do registro
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Agência de Notícias da Aids | Editoria: | Pág. | Dia / Mês/Ano: |
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Mariângela Simão, diretora do programa nacional de DST/AIDS, defende a ‘obrigatoriedade’ do registro de medicamentos nos países que fornecerem voluntários para o seu desenvolvimento
20/02/2008 – 14h00
Toda pesquisa de novos medicamentos necessita de voluntários. Esses indivíduos, no entanto, nem sempre têm acesso aos remédios que ajudaram a desenvolver. “Essa não é uma discussão de mercado, mas de princípios”, avalia Mariângela Simão, diretora do Programa Nacional de DST/Aids (PN). Durante a 90ª reunião da Comissão Nacional de Aids (CNAIDS), que acontece em Brasília, Simão defendeu a “obrigatoriedade” do registro desses fármacos nos países que auxiliarem no seu desenvolvimento. Para a gestora, o país “serve de sítio de pesquisa”, mas após o término do estudo o medicamento, muitas vezes, “não é registrado no Brasil.” Ela diz que isso acontece com remédios voltados para o combate ao HIV e também com àqueles indicados para outras moléstias. Mariângela Simão avaliou, na manhã desta quarta-feira (20/02), que a CONEP (Comissão Nacional de Ética em Pesquisa) deveria discutir o assunto. A CONEP é uma das comissões do Conselho Nacional de Saúde (conheça).
No final da manhã desta quarta-feira (20/02), Mariângela Simão apresentou, aos ativistas e gestores presentes na 90ª reunião da CNAIDS, o relatório “UNGASS: Resposta Brasileira à Epidemia de Aids 2005-2007”.
O documento, que faz um balanço da situação do HIV no país, foi divulgado na última quinta-feira (saiba mais). “O relatório já tá no site [do Programa Nacional de DST/Aids]. Ele tá a disposição de vocês”, explicou a diretora do PN. Para ter acesso ao documento na íntegra, clique aqui.
“Creio que esse relatório veio a confirmar tudo o que a gente vem discutindo nos últimos dois anos”, disse Carmen Lúcia, ativista da região sul do país. Ela lembrou aos presentes que, em média, 30 pessoas morrem por dia no Brasil vítimas da Aids. “Tudo isso pode ser melhorado se houver uma qualificação melhor [dos profissionais de saúde]”, avalia.
“A gente vê uma discriminação dos próprios profissionais de saúde”, afirmou Suse Mayre Martins Moreira, do Grupo de Apoio à Prevenção da Aids (GAPA) de Itabuna, cidade localizada no sul da Bahia. A 90ª reunião da Comissão Nacional de Aids, que acontece na capital do país, segue até às 17h00 desta quarta-feira (20/02).
Léo Nogueira
DICA DE ENTREVISTA
Programa Nacional de DST/Aids
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