Novo teste de papel analisa a saúde do fígado
Publicado em 25 de junho de 2010 (há 16 anos, 3 meses e 28 dias)Atualizado em 31 de julho de 2026 (há 2 meses e 22 dias) DOCUMENTO HISTÓRICO E ACERVO Nosso acervo conta com mais de 5.000 publicações....
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| REVISTA GALILEU | NOTÍCIAS AIDS | DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSIVEIS 23/06/2010 Exame ajudará tuberculosos e aidéticos de países pobres, cujo acompanhamento laboratorial é muito caro por Redação Galileu Aparentemente, os exames médicos com papel estão em alta. Depois de um teste de tipo sanguíneo de farmácia, agora foi criado um que diagnostica a saúde do fígado. Desenvolvido pela Diagnostics for All (Diagnósticos para todos), uma organização não-governamental de Massachusetts, Estados Unidos, o teste é do tamanho de um selo postal e custa centavos de dólar. Ele foi pensado especialmente para ajudar pacientes de tuberculose e portadores do vírus HIV, cujos tratamentos são geralmente agressivos, danificando o órgão. Esse tipo de paciente já conta com testes laboratoriais nos países desenvolvidos, uma vez por mês. Nos países em desenvolvimento, no entanto, a história é outra. “As pessoas não são testadas porque os testes atuais são caros , difíceis de obter ou têm resultados que demoram muito para sair”, explicou Nira Pollock, especialista em doenças infecciosas de Harvard, à revista Technology Review. Segundo ela, muitos pacientes de HIV e tuberculose, nesses países, acabam morrendo por causa dos danos que os medicamentos provocam no fígado (e que ficam sem acompanhamento). O novo teste funcionará da seguinte maneira: o paciente faz um furo no dedo e pinga uma gota de sangue no exame; as diferentes lâminas de papel dentro filtram o plasma do sangue; reagentes sensíveis a moléculas que o fígado libera quando está danificado irão interagir com a amostra; essa reação química produzirá cores que indicarão o quão lesado está o órgão. Os médicos, então, podem fotografar a amostra e enviá-la para análises mais aprofundadas em laboratórios especializados. A Diagnostics for All e o Beth Israel Medical Center trabalham juntos para calibrar e validar o exame, que eles pretendem popularizar no terceiro mundo e, depois, ampliar para novos diagnósticos baratos em papel. |
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