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Preparador físico comemora a possível “cura” da infeção por HIV

Preparador físico comemora a possível “cura” da infeção por HIV

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Ame­ri­ca­no ex-vi­ci­a­do em he­roína par­ti­ci­pou de es­tu­do ino­va­dor

O su­ces­so do pri­mei­ro tes­te da dro­ga vo­ri­nos­tat, que des­mas­ca­ra os vírus da Aids que es­ca­pam da te­ra­pia con­ven­ci­o­nal, ge­rou gran­de oti­mis­mo en­tre os oi­to vo­luntári­os que par­ti­ci­pa­ram do en­saio clíni­co em Cha­pel Hill, na Ca­ro­li­na do Nor­te (EUA).

Um de­les se sen­tiu tão re­com­pen­sa­do pe­lo êxi­to do es­tu­do -con­si­de­ra­do um pas­so cru­ci­al pa­ra uma possível cu­ra- que veio a públi­co pa­ra re­ve­lar que é so­ro­po­si­ti­vo, de­pois de man­ter es­se se­gre­do por 18 anos.

 

Rob Hill, 50, co­meçou a te­ra­pia an­tir­re­tro­vi­ral lo­go de­pois de re­ce­ber o di­agnósti­co, em 1996, e há se­te anos tem níveis de vírus tão bai­xos no san­gue que seus tes­tes de HIV dão ne­ga­ti­vo.

De­pois de ter con­se­gui­do re­to­mar a vi­da, o ex-DJ e ex-vi­ci­a­do em he­roína se tor­nou atle­ta e pre­pa­ra­dor físi­co. Des­de então, te­ve três na­mo­ra­das: as úni­cas pes­so­as que sa­bi­am de sua in­fecção pe­lo HIV até o mês pas­sa­do.

Quan­do foi con­vi­da­do a par­ti­ci­par do tes­te do vo­ri­nos­tat, a dro­ga an­ticâncer que des­mas­ca­rou o HIV, Hill diz que en­ca­rou a opor­tu­ni­da­de co­mo uma missão. Mes­mo com os An­tir­re­tro­vi­rais ten­do de­vol­vi­do sua saúde físi­ca, uma re­mo­ta pers­pec­ti­va de cu­ra foi su­fi­ci­en­te pa­ra mo­tivá-lo a to­mar a no­va dro­ga, um me­di­ca­men­to com efei­tos co­la­te­rais que po­de­ri­am per­tur­bar sua te­ra­pia nor­mal.

“Eu me pre­pa­rei por mui­tos anos pa­ra fa­zer o que faço ago­ra. Além des­se es­tu­do, já fui vo­luntário em vári­os ou­tros”, con­ta Hill, que tem or­gu­lho de man­ter for­ma físi­ca ex­cep­ci­o­nal. “Se uma dro­ga fa­lha, os médi­cos não fi­cam achan­do que ela fra­cas­sou por cau­sa do meu es­ta­do de saúde. Se a dro­ga é efi­caz, tem de fun­ci­o­nar co­mi­go.”

O vo­ri­nos­tat, no fi­nal de con­tas, não se mos­trou mui­to tóxi­co em do­ses bai­xas. “Ti­ve só um pou­qui­nho de in­di­gestão no co­meço”, diz Hill, que de­ci­diu se vo­lun­ta­ri­ar co­mo co­baia hu­ma­na não só por al­truísmo. “Te­nho gas­to US$ 3.700 por mês com a te­ra­pia an­tir­re­tro­vi­ral. As dro­gas que eu to­mo me afe­tam emo­ci­o­nal­men­te.”

Ele diz que ago­ra con­si­de­ra sua saúde um com­pro­mis­so com a equi­pe médi­ca que di­ri­ge os tes­tes clíni­cos, pois vai en­trar na se­gun­da eta­pa do tes­te do vo­ri­nos­tat na Uni­ver­si­da­de da Ca­ro­li­na do Nor­te. “Não fiz mui­ta coi­sa útil no co­meço da vi­da, mas ago­ra que­ro re­tri­buir.”

FO­LHA DE S. PAU­LO – SP | CIÊNCIA SAÚDE

DST, AIDS E HE­PA­TI­TES VI­RAIS

27/07/2012

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