Tratamento hormonal responde por 45% da demanda no ambulatório para travestis e transexuais
Publicado em 19 de janeiro de 2010 (há 16 anos, 9 meses e 4 dias)Atualizado em 31 de julho de 2026 (há 2 meses e 22 dias) DOCUMENTO HISTÓRICO E ACERVO Nosso acervo conta com mais de 5.000...
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18/01/2010 – 13h25
Ambulatório, que completou seis meses em dezembro, foi responsável pela primeira cirurgia de remoção de silicone pelo SUS em todo o país
Levantamento realizado pelo Ambulatório de Saúde Integral para Travestis e Transexuais do Centro de Referência e Treinamento DST/Aids, da Secretaria de Estado da Saúde, mostrou que a demanda mais recorrente no centro é a hormonioterapia, responsável por 45% dos casos. Também são frequentes demandas por cirurgia de redesignação sexual, com 37% dos casos, e remoção de silicone industrial, com 14% dos casos. O ambulatório completou seis meses em dezembro.
Também estão entre os principais interesses do público do ambulatório a realização de testes para HIV e hepatites virais e acompanhamento médico para portadores de HIV. A maior parte das usuárias tem entre 30 e 40 anos e estudou até o ensino médio.
O ambulatório foi responsável pela realização da primeira cirurgia para retirada de silicone realizada pelo SUS em todo o país. “A oferta de cirurgia para a remoção de silicone é uma importante medida para a melhora na qualidade de vida de nossas usuárias. A ocorrência de deformidades decorrentes da aplicação de silicone industrial pode acarretar graves danos físicos e psíquicos”, afirma Maria Clara Gianna, coordenadora do Programa Estadual DST/Aids-SP. Até o momento, 73 usuárias foram encaminhadas para avaliação de remoção de silicone no Hospital Estadual de Diadema.
O ambulatório tem capacidade para 300 atendimentos por mês e oferece assistência integral a travestis e transexuais. “O centro tornou-se uma referência para a saúde pública. Elabora protocolos clínicos, desenvolve e avalia tecnologias e modelos assistenciais e promove atividades integrando movimentos sociais. Também é um local de treinamento para profissionais de saúde nessa área de atuação”, observa Maria Clara Gianna.
Fonte: Secretaria de Estado da Saúde
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AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DA AIDS | Editoria: | Pág. | Dia / Mês/Ano: |
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| 19/JANEIRO/10 |
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